Pênis

Por Débora Carvalho Meldau
O pênis é o órgão sexual dos indivíduos do sexo masculino, tanto vertebrados e invertebrados, que possuem órgãos sexuais. Além de ser um órgão envolvido no processo de reprodução, também está envolvido no processo de excreção, já que a uretra faz parte dele. Nos homens, possuem formato cilíndrico, com dimensões que variam entre 10 a 18 centímetros, quando ereto.

Anatomicamente, o pênis é dividido em três partes: cabeça, corpo e raiz. A glande e o prepúcio fazem parte da cabeça; o corpo é o prolongamento fálico; a raiz é a parte do pênis que está inserida dentro do corpo do homem.

Os componentes interiores principais do pênis são a uretra e três corpos cilíndricos de tecido erétil, sendo este conjunto envolvido por pele. Dois desses corpos cilíndricos, os denominados corpos cavernosos do pênis, localizam-se na parte dorsal deste órgão. O terceiro é encontrado ventralmente, e recebe o nome de corpo cavernoso da uretra ou corpo esponjoso e envolve a uretra. Na sua extremidade distal ele se dilata, formando a glande do pênis. Glândulas secretoras, denominadas glândulas de Littré são encontradas ao longo da uretra peniana.

O prepúcio é uma dobra retrátil, de pele que contém tecido conjuntivo com músculo liso em seu interior. Glândulas sebáceas estão presentes na dobra interna e na pele que cobre a glande.

Os corpos cavernosos são envolvidos por uma camada resistente de tecido conjuntivo denso, a túnica albugínea. O tecido erétil que compõe os corpos cavernosos do pênis e da uretra tem uma grande quantidade de espaços venosos separados por trabéculas de fibras de tecido conjuntivo e células musculares lisas.

A ereção do pênis é um processo hemodinâmico controlado por impulsos nervosos sobre o músculo liso das artérias do pênis e sobre o músculo liso das trabéculas que cercam os espaços vasculares dos corpos cavernosos. No estado flácido, o fluxo sanguíneo no pênis é pequeno, mantido pelo tônus intrínseco da musculatura lisa peniana e por impulsos contínuos de inervação simpática. A ereção acontece quando impulsos vasodilatadores do parassimpático causam o relaxamento dos vasos penianos e do músculo liso dos corpos cavernosos. A vasodilatação também está associada a uma concomitante inibição de impulsos vasoconstritores do simpático. A abertura das artérias penianas e dos espaços cavernosos aumenta o luxo de sangue que preenche os espaços cavernosos, gerando a rigidez peniana. A contração e o relaxamento dos corpos cavernosos dependem da taxa de cálcio intracelular que, por sua vez, é modulada por guanosina monofosfato (GMP). Após a ejaculação e o orgasmo a atividade parassimpática diminui, e o pênis volta ao seu estado flácido.

Fontes:
Histologia Básica – Luiz C. Junqueira e José Carneiro. Editora Guanabara Koogan S.A. (10° Ed), 2004.