Líquido surfactante

Por Débora Carvalho Meldau
O líquido surfactante, também chamado de surfactante pulmonar, consiste em uma hipofase aquosa e proteica, coberta por uma camada monomolecular de fosfolipídios, composta especialmente por dipalmitoil fosfatidilcolina e fosfatidilglicerol, além de colesterol (lipídios neutros) e traços de outras substâncias, localizados na camada extracelular dos alvéolos.

Esta substância é sintetizada pelos corpos lamelares encontrados nos pneumócitos tipo II e exerce diferentes funções, sendo a mais importante a diminuição da tensão superficial dos alvéolos, o que, consequentemente, diminui a força necessária para a inspiração, facilitando a respiração. Além disso, sem o surfactante, a tendência dos alvéolos seria colapsar durante a expiração.

A cama surfactante é constantemente renovada. As moléculas de lipoptroteínas são continuamente removidas por ambos os tipos de pneumócitos (I e II), através do mecanismo de picnose e pelos macrófagos alveolares.

Foi no ano de 1920 que Von Neergaard elucidou com clareza a capacidade do líquido surfactante em reduzir a tensão superficial, aumentando assim a complacência pulmonar. Contudo, sua descoberta não foi compreendida pela comunidade daquela época. Além disso, Von Neergaard também verificou a importância da baixa tensão superficial em pulmões de recém-nascidos. Em meados da década de 1950, Clements e Pattle colocaram novamente em evidência a importância da baixa tensão superficial nos pulmões. Nesta mesma década, foi descoberto que a síndrome da angústia respiratória do recém-nascido era causada pela insuficiência de líquido surfactante nos pulmões.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Surfactante
http://pt.wikipedia.org/wiki/Surfactante_pulmonar
http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?fase=r003&id_materia=217