Água: moderadora de temperatura

Por Fabiana Santos Gonçalves
A água possui elevados valores de calor específico, calor latente de vaporização e calor latente de ebulição, e isso faz com que ela não tenha variações bruscas em sua temperatura, possibilitando a vida de muitos organismos, que só conseguem sobreviver em uma faixa estreita de variação de temperatura.

A água tem muita importância na manutenção da temperatura dos seres vivos e ela participa ativamente dos processos celulares para evitar o superaquecimento e o congelamento do organismo, graças às suas propriedades citadas acima.

Calor específico da água

Calor específico é a quantidade calor necessária pra elevar em 1ºC a temperatura de 1g de substância, sem que haja mudança de estado físico.

A água possui calor específico = 1, o que é considerado um valor elevado, isso faz com que ela possa tanto ceder como absorver muita quantidade de calor sem que haja alteração no seu estado físico.

Substâncias com calor específico mais baixo que o da água tendem a aquecer e resfriar com mais facilidade e rapidez que a água.

Calor latente de vaporização

Calor latente de vaporização é a quantidade de calor necessária que uma substância precisa receber para que ela entre em ebulição.

O calor latente de vaporização da água é 539,6 cal/g, e também é uma valor muito elevado, e isso é uma mecanismo muito importante para o seres vivos evitarem que suas células superaqueçam. Para evitar isso, muito animais e vegetais utilizam a transpiração como modo de resfriar o seu corpo.

A água possui um alto calor latente de vaporização, pois suas moléculas estão muito coesas, graças às pontes de hidrogênio. Para que haja mudança de estado, essas pontes de hidrogênio precisam ser rompidas, e esse processo tem um alto custo energético.

Calor latente de fusão da água

Calor latente de fusão é a quantidade de calor necessária que uma substância precisa receber para que ela entre em fusão.

O calor latente de fusão da água é 79,7 cal/g e é muito importante para que os líquidos do corpo não congelem com facilidade, formando cristais e prejudicando o funcionamento do organismo. Para que haja congelamento, é necessária uma exposição por tempo prolongado em temperaturas muito baixas.

As células que são congeladas para estudos em laboratórios recebem tratamentos especiais para que não haja formação de cristais em seu interior.

Fontes
Amabis, José Mariano. Biologia. Volume 1. Editora Moderna.