Aliança

“Porei nas nuvens o meu arco; será por sinal da aliança entre mim e a terra” (Gn 9:13).

A frase acima refere-se a aliança de Deus com seu povo, após cessar o dilúvio e foi dita à Noé depois que saiu da arca. Com isso podemos entender a “Aliança” como um combinado, uma promessa ou Palavra de Deus, que se estende a todos os seus filhos. Inclusive, em grego, usa-se a mesma palavra para se dizer “aliança” e “testamento”. Por isso as expressões “Antigo testamento” e “Novo testamento” equivalem a “Antiga aliança” e “Nova aliança”.

Para o censo comum, Noé é lembrado por ter construído uma grande arca, seguindo uma orientação do próprio Deus, e ter abrigado nela um casal de cada espécie de animal e toda sua família. Isso ocorreu por motivo de um dilúvio que viria e de fato, após a arca, houve uma chuva de quarenta dias sobre a terra. Consequentemente, tudo o que tinha fôlego de vida em suas narinas, tudo o que havia em terra seca, e não estava abrigado na arca, morreu.

De acordo com as escrituras, a questão seria um tanto mais profunda. Embora não seja a primeira aliança de Deus com seu povo (a exemplo da aliança com Abraão), o altar de Noé é o primeiro altar mencionado nas escrituras, como local de adoração. Noé, semelhante ao que houve com Adão, recebeu a tarefa de “repovoar” a terra, onde sua primeira atitude foi adorar a Deus.

Consta que o Senhor, tendo se agradado da adoração de Noé, recebendo a oferta como um cheiro suave, determinou que não tornaria a amaldiçoar a terra por causa do homem, ou porque seria mau os designos íntimos do homem desde sua mocidade, nem tornaria a ferir todo ser vivente da forma como fez. Sobretudo, não deixaria de haver sementeira e ceifa, frio e calor, verão e inverno, dia e noite enquanto durar a terra.

Para ilustrar a essência das alianças divinas, vale a pena observar um arco-íris refletindo na seguinte afirmativa: “Porei nas nuvens o meu arco; será por sinal da aliança entre mim e a terra. Sucederá que, quando eu trouxer nuvens sobre a terra, e nelas aparecer o arco, então me lembrarei da minha aliança, firmada entre mim e vós e todos os seres viventes de toda carne; e as águas não se tornarão em dilúvio para destruir toda carne. O arco estará nas nuvens; vê-lo-ei e me lembrarei da aliança entre Deus e todos os seres viventes de toda carne que há sobre a terra” (Gn 9:13-16)  

Entre outras alianças estão com Israel no deserto e com Davi, e até mesmo uma renovação da aliança por parte do povo com Deus. Como liderou o rei Josias, que restaurou o entendimento  do povo com uma série de medidas, entre elas destruindo as imagens de escultura. “O rei se pôs em pé junto à coluna e fez aliança ante o Senhor, para o seguirem, guardarem os seus mandamentos, os seus testemunhos e os seus estatutos, de todo o coração e toda a alma, cumprindo as palavras desta aliança, que estavam escritas naquele livro; e todo o povo anuiu a esta aliança” (2 Rs 23:3).

Profetas como Isaías e Jeremias advertiram o povo quanto a infidelidade a aliança e o anúncio de uma nova aliança. Este segundo profeta, chegou a escrever o livro de lamentações. Lamentações de Jeremias ilustra bem a dificuldade em exortar o povo ao arrependimento quanto as práticas que desagradam a Deus.

Sem sombra de dúvidas, a aliança mais relevante de Deus com seu povo foi selada com o sangue de Cristo: “Semelhantemente, (Jesus) depois de cear, tomou o cálice, dizendo: este é o cálice da nova aliança no meu sangue derramado em favor de vós” (Lc 22.20).

Bibliografia:
A Bíblia da Mulher: leitura, devocional, e estudo. 2 ed, Barueri SP: sociedade Bíblica do Brasil 2009.
Bíblia sagrada. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil 2 ed Barueri SP, Sociedade Bíblica do Brasil, 1988, 1993.

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