Ananias e Safira

A história de Ananias e Safira está relatada na bíblia, no livro de Atos dos apóstolos e relata o contexto da igreja primitiva. Naquele tempo, os cristãos viviam em comunhão e repartiam tudo que tinham. Porém, com este exemplo podemos constatar que o caráter imperfeito das pessoas (egoísmo e ganância), de fato, interfere no ambiente que busca santidade, e incomoda a presença e conduta do Espírito Santo.

De acordo com as escrituras, um certo homem chamado Ananias, junto com Safira, sua mulher, vendeu uma propriedade e reteve parte do preço. A sua mulher também tinha conhecimento sobre a venda e os valores que foram negociados. Ananias levou uma parte e a depositou aos pés dos apóstolos.

Antes mesmo que dissesse algo, Pedro questionou: “Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus” (At 5:3-5).

Consta que Ananias, depois de ouvir a advertência de Pedro caiu e expirou. Com isso um grande temor veio sobre todos os que ouviram e viam o ocorrido. Em seguida, vieram moços da comunidade, cobriram o morto, transportaram-no para fora, e o sepultaram.

Depois de um período de quase de três horas, chegou Safira e, tendo entrado no local, sem saber o que aconteceu, Pedro veio até ela e a perguntou por quanto ela vendeu a propriedade. Como resposta ela disse o mesmo valo que seu marido havia colocado diante dos pés dos apóstolos, ou seja, ela também mentiu.

Diante da constatação que Safira era cúmplice do egoísmo de Ananias, Pedro da mesma forma que antes, questionou Safira dizendo “Por que é que entre vós vos concertastes para tentar o Espírito do Senhor? Eis aí à porta os pés dos que sepultaram o teu marido, e também te levarão a ti” (At 5:9).

Imediatamente Safira caiu aos pés de Pedro e da mesma maneira que seu marido veio a falecer. Os moços que outrora sepultaram seu Ananias, entraram no local e achando-a morta, a sepultaram junto de seu marido. Maior ainda foi o temor em toda a igreja, e em todos os que ouviram e viam estas coisas. Além desses, muitos sinais e prodígios eram feitos entre o povo pelas mãos dos apóstolos.

Vale ressaltar que temor não implica necessariamente em “medo” do povo. O sentido de temer a Deus está muito mais vinculado a idéia de ter reverência ao seu poder, constatar a realidade da ação do Espírito Santo e orientação do povo a viver em comunhão. Inclusive, as escrituras sagradas relatam ainda que o povo tinha-os em grande estima, e a multidão dos que criam no Senhor, tanto homens como mulheres, crescia cada vez mais.

Ainda de acordo com as escrituras, o povo transportava os enfermos para as ruas, e os punham em leitos e em camilhas para que ao menos a sombra de Pedro, quando este passasse, curasse alguns deles “E até das cidades circunvizinhas concorria muita gente a Jerusalém, conduzindo enfermos e atormentados de espíritos imundos; os quais eram todos curados” (At 5:16).

Bibliografia:
A Bíblia da Mulher: leitura, devocional, e estudo. 2 ed, Barueri SP: sociedade Bíblica do Brasil 2009.
Bíblia sagrada. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil 2 ed Barueri SP, Sociedade Bíblica do Brasil, 1988, 1993.

Arquivado em: Bíblia