Ester

“Então, respondeu a rainha Ester e disse: Se perante ti, ó rei, achei favor, e se bem parecer ao rei, dê-se-me por minha petição a minha vida, e, pelo meu desejo, a vida do meu povo” (Et 7:13)

 O livro de Ester faz parte do Velho Testamento, e o seu autor é desconhecido. Há indícios de que tenha sido escrito por algum judeu que conhecia Susã , o palácio real e os costumes persas. O Talmude atribui este livro aos homens da grande sinagoga, que seriam mestres anônimos que viveram no período que se passou entre os últimos profetas e os primeiros estudiosos rabínicos. Já os patriarcas da igreja primitiva (por exemplo Clemente de Alexandria) e autoridades judaicas (por exemplo Josefo), atribuem o livro a Mordecai. Esta segunda autoria é mais aceita e difindida pela tradição, que ainda reconhecem a possibilidade de terem escritos de Esdras e Neemias.

Ao longo de dez capítulos, o livro foi excrito entre 460 e350 AC  e mostra a providência de Deus em relação ao seu povo escolhido. E ele traz ainda, o surgumento da festa de Purim, que celebrava a libertação dos israelitas por meio da intervenção de Ester. Tradicionalmente o povo relia o livro de Ester para relemebrar e festejar esses acontecimentos.

Ester era uma moça judia criada por Mordecai, e que se torna rainha ao se casar com o rei Assuero. Hamã (primeiro minitro do reino) faz um plano para matar todos os judeus e chega a contruir no quintal de sua própria casa uma forca para matar Mordecai. Ocorreu que o fato de Mordecai não fazer referência ao ministro curvando-se diante dele quando passava pela cidade, justificando que adorava apenas o Deus de Israel, havia despertado em Hamã a mais profunda ira e o desejo de matá-lo e junto todo o seu povo. Ele tramou contra eles e chegou a manipular o rei para que decretasse que fossem mortos todos que adoram no mesmo Deus que Mordecai. Foi Ester, com muita sabedoria e direção de Deus, que promoveu jantares na presença do rei e do próprio Hamã, que mostrou ao rei que estava sendo manipulado. Ao descobrir a verdade o rei ordena que Hamã seja morto na própria forca que construiu, e permite por meio de um outro decreto que o povo judeu possa se organizar e se defender de ataques, e ainda, ter liberdade para adorar ao seu Deus.

Bibliografia:
A Bíblia da Mulher: leitura, devocional, e estudo. 2 ed, Barueri SP: sociedade Bíblica do Brasil 2009.
Bíblia sagrada. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil 2 ed Barueri SP, Sociedade Bíblica do Brasil, 1988, 1993.

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