Filemom

“Eu, Paulo, de minha própria mão o escrevi; eu o pagarei, para te não dizer que ainda mesmo a ti próprio a mim te deves. Sim, irmão, eu me regozijarei de ti no Senhor; recreia as minhas entranhas no Senhor. Escrevi-te confiado na tua obediência, sabendo que ainda farás mais do que digo. E juntamente prepara-me também pousada, porque espero que pelas vossas orações vos hei de ser concedido. Saúdam-te Epafras, meu companheiro de prisão por Cristo Jesus, Marcos, Aristarco, Demas e Lucas, meus cooperadores. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com o vosso espírito. Amém”(Fm 1,18:25).

O livro de Filemon possui apenas um capítulo e faz parte do Novo Testamento e embora não seja explícita sua  autoria, a tradição atribui a Paulo. Por volta de 60 a 63 DC. “Paulo, prisioneiro de Jesus Cristo, e o irmão Timóteo, ao amado Filemom, nosso cooperador, E à nossa amada Afia, e a Arquipo, nosso camarada, e à igreja que está em tua casa: Graça a vós e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. Graças dou ao meu Deus, lembrando-me sempre de ti nas minhas orações; Ouvindo do teu amor e da fé que tens para com o Senhor Jesus Cristo, e para com todos os santos; Para que a comunicação da tua fé seja eficaz no conhecimento de todo o bem que em vós há por Cristo Jesus. Tive grande gozo e consolação do teu amor, porque por ti, ó irmão, as entranhas dos santos foram recreadas. Por isso, ainda que tenha em Cristo grande confiança para te mandar o que te convém, Todavia peço-te antes por amor, sendo eu tal como sou, Paulo o velho, e também agora prisioneiro de Jesus Cristo” (Fm 1, 1: 9)

Filemon era um cristão que provavelmente fazia parte da igreja de Colossos. Onésimo era escravo de  Filemon havia fugido de seu dono, e não se sabe como ele chegou a conhecer Paulo, mas o fato é que havia se convertido ouvindo as pregações dele.

Paulo decide que Onesimo deveria voltar para seu dono e escreve esta epístola, solicitando a Filemon que o recebesse de volta nao como escravo, mas como irmãos em Cristo: “Peço-te por meu filho Onésimo, que gerei nas minhas prisões; O qual noutro tempo te foi inútil, mas agora a ti e a mim muito útil; eu to tornei a enviar. E tu torna a recebê-lo como às minhas entranhas. Eu bem o quisera conservar comigo, para que por ti me servisse nas prisões do evangelho; Mas nada quis fazer sem o teu parecer, para que o teu benefício não fosse como por força, mas, voluntário. Porque bem pode ser que ele se tenha separado de ti por algum tempo, para que o retivesses para sempre, Não já como servo, antes, mais do que servo, como irmão amado, particularmente de mim, e quanto mais de ti, assim na carne como no Senhor? Assim, pois, se me tens por companheiro, recebe-o como a mim mesmo. E, se te fez algum dano, ou te deve alguma coisa, põe isso à minha conta”. (Fm 1,10:18).

Bibliografia:
A Bíblia da Mulher: leitura, devocional, e estudo. 2 ed, Barueri SP: sociedade Bíblica do Brasil 2009.
Bíblia sagrada. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil 2 ed Barueri SP, Sociedade Bíblica do Brasil, 1988, 1993.

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