Malaquias

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 “Trazei todos os dízimos a casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida. Por vossa causa repreenderei o devorador,o migrador e o cortador, para que não vos consuma o fruto da vossa terra, a vossa vide no campo não será estéril, diz o senhor dos exércitos” (Ml 3,10:12).

 O livro de Malaquias é o último livro do Velho Testamento, e aparece depois do livro de Zacarias. Seu autor é desconhecido, e este pode ser o único livro escrito de forma “anônima” desta seção profética. Isso ocorre pois além do nome não aparecer de forma explícita, o nome Malaquias pode ser um nome próprio ou um substantivo usado como título. Sobretudo, o livro não traz referencia biográfica sobre o profeta. A tradição atribui a autoria ao escriba Esdras (embora este não tenha sido chamado de profeta ou mensageiro). Portanto, as informações citadas no livro tem possibilidade de serem de fato anunciadas por um profeta chamado Malaquias, ou esta expressão pode fazer referência a pessoa que possa estar por traz de Malaquias, que realizou os feitos descritos neste livro, ainda que não seja este o seu nome próprio.

Escrevendo entre 500 e 450 AC, o profeta registrou as mensagens recebidas pelo Senhor ao seu povo escolhido, e que haviam se desviado, sobretudo os sacerdotes que tinham deixado os princípios do Senhor em segundo plano. Ocorreu que os sacerdotes não tinham seriedade nos sacrifícios de adoração que eram orientados a fazer a Deus. Isso ocorria porque animais doentes eram apresentados mesmo que a lei recomendasse animais sadios.

Além disso, em Judá, os homens eram infiéis às suas esposas e não percebendo que isto desagradava ao Senhor, ainda se questionavam sobre o Senhor  não aceitar os seus sacrifícios. Para agravar a situação, o povo não estava em dia com o dízimo da forma que haviam sido orientados.

Como ocorrera em outras épocas na trajetória do povo do Deus, apesar do pecado que dominava a comunidade, o profeta é instrumento na restauração do amor de Deus por Seu povo "Porque eu, o Senhor, não mudo; por isso, vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos. Desde os dias de vossos pais, vos desviastes dos meus estatutos e não os guardastes; tornai-vos para mim, e eu me tornarei para vós outros, diz o Senhor dos Exércitos; mas vós dizeis: Em que havemos de tornar?" (Ml 3,6:7); e mantem as promessas de um mensageiro que estava por vir “Mas para vós outros que temeis o meu nome, nascerá o Sol da justiça trazendo a salvação”(Ml 4,2ª).

Bibliografia:
A Bíblia da Mulher: leitura, devocional, e estudo. 2 ed, Barueri SP: sociedade Bíblica do Brasil 2009.
Bíblia sagrada. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil 2 ed Barueri SP, Sociedade Bíblica do Brasil, 1988, 1993.

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