Antero de Quental

Graduada em Letras - Literatura e Língua Portuguesa (UNIABEU, 2015)

Filho de Ana Guilhermina da Maia e Fernando de Quental, Antero Tarquínio de Quental nasceu em Ponta Delgada, Portugal, em 18 de Abril de 1842, e fora batizado na Igreja Matriz de São Sebastião de Ponta Delgada no dia 2 de Maio do mesmo ano.

Já aos cinco anos de idade no ano de 1847, Antero inicia aulas de francês com António Feliciano de Castilho na capital açoriana. Em apenas alguns anos, vai à Lisboa com sua mãe para matricular-se no Colégio do Pórtico, onde Castilho era diretor. E apenas volta à cidade natal para concluir o Ensino Primário. Em 1856, Antero torna-se estudante interno do Colégio de São Bento, em Coimbra. Ali surgem os seus primeiros versos, em uma carta enviada a seu irmão André.

Antero de Quental, 1887.

Com a ajuda do tio paterno, Quental inicia os estudos acadêmicos em 1858 na Universidade de Coimbra em Lisboa, mas em 1859 foi condenado a oito dias de prisão por se envolver, com outros jovens, por desacato às leis acadêmicas. No ano seguinte, publica nos Prelúdios Literários “Na sentida morte do meu condiscípulo Martinho José Raposo”, ainda nos Prelúdios, publica “Leitura Populares”. Antero também passa a dirigir o jornal mensal, científico e literário “O Acadêmico”, juntamente com Alberto Sampaio, Alberto Teles, dentre outros.

Conclui o curso de Direito em 1864. Desde então, o poeta viajou por diversos países, como Estados Unidos, França, Canadá, dentre outros. Embora tenha conhecido muitos países afora, Antero passou boa parte de sua vida em Portugal, a terra onde nascera.

Em 1865 forma-se um grupo mais conhecido como “Geração de 70” ligados à Questão Coimbra, onde os poetas estavam interessados em reformular os conceitos em Portugal. Quental é reconhecido como idealizador da “Geração 70” e publicou poemas em resposta ao momento de críticas aos poetas amigos de Antônio Feliciano de Castilho.

De 1880 a 1887 escreve os sonetos Estoicismo, Na Mão de Deus, Evolução e Voz Interior, dentre outros poemas e livros, suas obras eram definidas como de alto teor filosófico, as quais sempre despertava a reflexão. Antero é considerado um dos brilhantes poetas portugueses modernos. Em 1885 é fotografado no Palácio de Cristal, no Porto, juntamente com Eça de Queirós, Guerra Junqueiro, Oliveira Martins e Ramalho Ortigão. O poeta filósofo tem seus sonetos traduzidos para a língua Alemã em 1886.

Antero falece após suicidar-se com dois tiros no Campo de São Francisco às 20h do dia 11 de setembro de 1891.

Principais Obras:

  • Sonetos de Antero (1861)
  • Beatrice e Fiat Lux (1863)
  • Odes Modernas (1865)
  • Bom Senso e Bom Gosto (1865)
  • A Dignidade das Letras e as Literaturas Oficiais (1865)
  • Defesa da Carta Encíclica de Sua Santidade Pio IX (1865)
  • Portugal perante a Revolução de Espanha (1868)
  • Primaveras Românticas (1872)
  • Considerações sobre a Filosofia da História Literária Portuguesa (1872)
  • A Poesia na Actualidade (1881)
  • A Filosofia da Natureza dos Naturalistas (1884)
  • Sonetos Completos (1886)
  • A Filosofia da Natureza dos Naturistas (1886)
  • Tendências Gerais da filosofia na Segunda Metade do Século XIX
  • Raios de extinta luz

Referência:

Vidas Lusófonas; Biografias; Quental, Antero. Disponível em: < http://www.vidaslusofonas.pt/biografia >

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