Antonio Salazar

Antonio de Oliveira Salazar (Santa Comba Dão, Portugal 28/4/1889 - Lisboa, Portugal 27/7/1970) foi um professor e político português. Figura máxima do chamado "Estado Novo Português", é o dirigente português que mais tempo permaneceu no poder dentro do período republicano.

Estudante de um seminário em Viseu, torna-se catedrático em ciências econômicas e financeiras em 1919 pela Universidade de Coimbra, onde mais tarde seria docente de Economia Política. Descendente de uma família de pequenos proprietários agrícolas, sua formação recebeu forte influência da doutrina católica, chegando mesmo a frequentar um seminário.

Durante o período da Primeira República portuguesa, Salazar inicia sua carreira política, elegendo-se deputado pelo partido Centro Católico, em 1921. Em 1926, um golpe militar irá derrubar o governo republicano, estabelecendo uma ditadura militar. Neste novo regime, Salazar ocupa a pasta das Finanças por apenas alguns dias, devido a não lhe terem sido delegados todos os poderes que exigia.

A chegada de Oscar Carmona ao poder traz também o retorno de Salazar às finanças do estado. Em sua passagem pela pasta, prevalece o extremo rigor nas contas, que, invariavelmente fechavam sempre no vermelho, mas agora, sob a batuta de Salazar, estavam entrando nos eixos. Isso lhe garante apoio político e popular de todo país.

Com o sucesso vindo de sua administração das finanças portuguesas, Salazar consegue a confiança do povo e dos militares. Ao fim do regime, em 1932, o poder é entregue a este, que iniciará um longo mandato como primeiro ministro, que durará cerca de 36 anos. Seus primeiros atos como governante são tornar a União Nacional (mais tarde, Ação Nacional Popular) como único partido legal do país e estabelecer uma nova Constituição (1933) que substituía a anterior, de 1911, com um perfil nitidamente fascista. Era o início do Estado Novo Português, que mergulharia Portugal na mais completa inércia política, econômica e social, reprimindo fortemente os grupos de pensamento diverso daqueles do partido oficial, e estabelecendo a ideologia fascista em Portugal.

A liderança incontestável do primeiro ministro segue até meados da década de 50, quando a questão das colônias portuguesas começa a assumir grande destaque. Em 1954, fica clara a fragilidade do domínio ultramarino português, quando a União Indiana invade os territórios de Dadra e Nagar-Haveli e poucos anos depois, em dezembro de 1961, são ocupados os territórios restantes do chamado "Estado da Índia" (Índia Portuguesa), resultado da teimosia completa do governo salazarista em negociar com a Índia. A recusa de conceder independência aos outros territórios portugueses irá iniciar a chamada Guerra Colonial (em Angola, Moçambique e Guiné-Bissau: Guerra de Libertação), que irá pouco a pouco corroer o regime fascista português.

Em 1968, após um derrame cerebral, Salazar afasta-se do poder e morre dois anos depois. Seu pupilo, Marcelo Caetano, segue como primeiro-ministro, conduzindo o já em crise Estado Novo, devido às guerras para sustentar um império colonial dispendioso, e as crises econômicas do país, devido a gastos, principalmente no campo militar. Com a Revolução dos Cravos, em 1974, chegará ao fim 42 anos de regime fascista em Portugal, que isolara o país política e economicamente do resto do mundo.

Bibliografia:
Antonio de Oliveira Salazar. Disponível em <http://www.citi.pt/cultura/politica/25_de_abril/salazar.html>. Acesso em: 18 set. 2011.

Antonio Salazar. Disponível em <http://www.algosobre.com.br/biografias/antonio-salazar.html>. Acesso em: 18 set. 2011.

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