Camilo Pessanha

Graduada em Letras - Literatura e Língua Portuguesa (UNIABEU, 2015)

Filho de Francisco Antônio de Almeida Pessanha e Maria do Espírito Santo Duarte Nunes Pereira, Camilo de Almeida Pessanha nasceu no dia 7 de Setembro de 1867 em Coimbra, mais precisamente em Sé Nova. Camilo Pessanha nasceu na época em que seu pai cursava direito. Durante a infância, acompanhou o pai em diversos lugares do País, devido às transferências que seu pai, já juiz, sofria em sua profissão. Camilo, concluiu sua instrução primária em Lamego, em 1878. Após concluir o ensino primário, foi para a cidade do Mondego, onde terminou o curso liceal no Liceu Central, em 1884. No mesmo ano ingressou na Universidade de Coimbra e durante a sua trajetória acadêmica, publicou seus primeiros poemas, “Lúbrica”, em 1885, “A crítica” e “Novo Tempo” que saiam em revistas e jornais da época. A vida boêmia em que vivia durante o período de estudo influenciou demasiadamente em sua saúde, a ponto de debilitá-la. Em 1891, o poeta se forma em bacharel em Direito e no ano seguinte inicia o exercício da magistratura, sendo nomeado a Procurador Régio de Mirandela. Alguns anos depois, volta a Óbidos, desta vez exercendo a profissão de advogado.

Em 1893, Camilo Pessanha é nomeado a professor de Filosofia no Liceu de Macau, uma colônia portuguesa na China, no mesmo ano foram nomeados a professor: Mateus de Lima, Horácio Poiares, João Pereira Vasco, dentre outros. Em 1922 publicou “Clépsidra” (que significava um tipo de instrumento usado para medir o tempo), seu primeiro e único livro de poesias. Participou da organização de duas revistas; “Orfeu” e “Centauro”.

Em suas obras não procurava transmitir o movimento tradicional, ao invés disto, o poeta rompe com o tradicionalismo da época, lançando mão de musicalidade em sua obra. O Simbolismo português é muito presente em seus versos e o tornou um dos melhores representantes do Simbolismo. Apesar de ter poucas obras publicadas, Pessanha é considerado um dos grandes poetas da Língua Portuguesa. O poeta e advogado faleceu no dia 1 de Março de 1926, em Macau, na China.

Principais Obras:

  • Lúbrica - Em Outubro de 1885;
  • Madrigal – Em Abril de 1887 – Madrigal (“Gazeta”, Coimbra);
  • Publicação do primeiro dos sonetos “Na pasta de Abel Aníbal”, tríptico “Caminho” na Clepsidra – Em Agosto de 1887;
  • Soneto de Gelo (“Gazeta”, Coimbra) - Em Setembro de 1887;
  • Publicação de todos os sonetos da trilogia “Na pasta de Abel Aníbal” (“A Crítica” , Coimbra); Em Janeiro de 1888;
  • Crónica da Alta (“A Crítica” , Coimbra); Em Março de 1888;
  • Crónica da Alta (“Novo Tempo”, Mangualde); Em Dezembro de 1889;
  • Interrogação (“Novo Tempo”, Mangualde); Em Dezembro de 1889;
  • Publica um poema desconhecido na revista do Porto “O Intermezzo”; Em Dezembro de 1889;
  • Crepuscular (“Novo Tempo”, Mangualde); Em Dezembro de 1889;
  • Estátua (“Novo Tempo”, Mangualde); Em Janeiro de 1890.

Referências:

Instituto Camões: Disponível em: < http://cvc.instituto-camoes.pt/sabermaissobre/cpessanha/02.html>

E-biografia: Disponível em: < https://www.ebiografia.com/camilo_pessanha/>

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