Esopo

Esopo (620 a.C. ? - 564 a.C. ?) foi um fabulista e contador de histórias grego que viveu por volta do século VI a.C. São a ele atribuídas uma série de fábulas que são popularmente conhecidas como Fábulas de Esopo. É característica marcante de seus contos a capacidade dos animais de falarem e agirem com características semelhantes à dos humanos, além da conclusão sempre dotada de um sentido e de um ensinamento moral.

Sua existência, assim como a de Homero é motivo de controvérsia, e levanta-se a possibilidade de que sua obra seja na verdade uma compilação de fábulas ditadas pela sabedoria popular da antiga Grécia. Caso tenha de fato existido, não nos chegou qualquer um de seus manuscritos. O que há são numerosos contos transmitidos durante séculos por meio da tradição oral, difundidos em várias línguas, numa tradição narrativa que se mantêm até os dias de hoje. A primeira tentativa de recolha sistemática da obra de Esopo foi feita pelo filósofo Demétrio de Falero, em torno do ano de 325 a.C.

Os dados sobre sua vida são ainda mais obscuros, e existem vários relatos desconexos sobre possíveis contatos com várias personalidades, além de vários lugares que Esopo teria conhecido, vivido ou experimentado o cativeiro. Do mesmo modo, há vários locais tidos como de seu nascimento. De acordo com o historiador Heródoto e do filósofo Plutarco, Esopo era gago e corcunda, tendo se tornado escravo, mas teria sido libertado posteriormente. Dono de grande inteligência, teria viajado pela Ásia, Egito e Grécia. Outros relatos dão como local de sua origem a Trácia, região da Ásia Menor (atual Turquia), e como escravo na Grécia, terminou libertado pelo seu último senhor, o filósofo Janto (Xanto). Outros relatos o colocam como um protegido do rei Creso, da Lídia ou então do rei Amásis, no Egito. Teria sido em meio às suas viagens ao oriente que Esopo desenvolveu o gosto pela composição das fábulas.

Quanto à sua morte, vários são os relatos, ligando o seu fim à cidade de Delfos: Esopo, em missão representando o rei Creso, teria sido acusado injustamente do roubo de um objeto sagrado do templo da cidade, ou ainda, os habitantes de Delfos estariam irritados com suas zombarias, ou finalmente, estes suspeitavam de que Esopo teria a intenção de ficar com o dinheiro que Creso lhes tinha destinado. De qualquer forma, Esopo teria sido atirado do alto de um rochedo como punição, o que custou aos cidadãos de Delfos castigos severos, como por exemplo o corte de envio de alimentos.

Bibliografia:
DANNEMANN, Fernando Kitzinger. Esopo. Disponível em: <http://www.recantodasletras.com.br/biografias/621597>. Acesso em: 03 jul. 2012.

CRISTIANE MADANÊLO DE OLIVEIRA. "ESOPO (+/- 620 A. C.)" [online] Disponível na internet via WWW URL: http://graudez.com.br/litinf/autores/esopo/esopo.htm . Capturado em 3/7/2012

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