Lenine

Lenine, nascido Osvaldo Lenine Macedo Pimentel, em Recife, no dia dois de fevereiro de 1959, é cantor, compositor, arranjador e músico pernambucano. Quando adolescente, até os 17 anos, ouvia como qualquer jovem o clássico rock, mas deu uma guinada em sua inclinação musical ao conhecer o Clube da Esquina, do cantor mineiro Milton Nascimento, e ao tomar contato com o baiano Gilberto Gil.

Dois anos depois, aos 18 anos, transferiu-se para solo carioca, em busca do sucesso, aí permanecendo até hoje. Com sua composição Prova de Fogo, gravada em parceria com Zé Rocha, ele integrou o elenco de novos talentos revelados pelo Festival MPB 81, realizado pela TV Globo. O cantor já apresentava um estilo impregnado pelo universo pop, típico dos anos 90. Seu primeiro disco solo saiu pela BMG, em 1983 - Baque Solto -, lançado com outro artista de sua terra natal, Lula Queiroga, detentor de uma performance análoga à de Lenine.

O segundo trabalho foi realizado dez anos depois, junto com o instrumentista carioca Marcos Suzano, Olho de Peixe. Este trabalho foi consagrado no Japão, mas reconhecido em nosso país apenas no fim dos anos 90, quando sua trajetória musical se consolidava. Logo depois veio O Dia em que Faremos Contato, de 1997, produção com intensa inspiração nordestina, mesclada a fortes batidas eletrônicas e a batuques do samba carioca, elaborado nos estúdios pertencentes ao britânico Peter Gabriel. Neste mesmo ano sua carreira foi consagrada com a conquista do Prêmio Sharp nas categorias ‘revelação’ e ‘melhor canção’, com a música A Ponte, gravada junto com o parceiro Lula Queiroga.

Lenine não é conhecido apenas por sua voz única, mas também pelo seu desempenho como compositor e instrumentista. Seu estilo de tocar violão, aproveitando-o também como instrumento de percussão, é inconfundível. Suas canções contribuíram igualmente para que ele renovasse a MPB na década de 90. No final deste período ele uniu-se a outros músicos emergentes, Paulinho Moska, Zeca Baleiro, Marcos Suzano e Chico César, único já reconhecido pelo público e pela crítica, para se apresentar no projeto 5 no Palco, que perdurou cerca de um ano, possibilitando a estes artistas realizarem shows por todo o estado de São Paulo.

As músicas de Lenine passam a ser gravadas por outros cantores, como a nova diva Maria Rita, que grava a canção Lavadeira do Rio em seu disco inaugural. Em 1999 ele inicia a produção de seu quarto CD, Na Pressão, que é assim batizado por ser realizado sob intensa cobrança da gravadora, uma vez que o artista recomeça o trabalho do início quando ele está quase pronto, pois decide gravar músicas inéditas, o que representa um considerável atraso no seu lançamento. Este trabalho inclui convidados do porte de Siba, Marcos Suzano, Pedro Luís e A Parede, Arnaldo Antunes e engloba um ‘sampler’ elaborado com a voz de Jackson do Pandeiro.

Demonstrando sua versatilidade, Lenine também atua como diretor musical do espetáculo Cambaio, com composições de Edu Lobo e Chico Buarque; ele participa do curta-metragem infantil Cada Um com Seu Cada Qual; produz o CD do compositor português João Pedro Paes, entre outros projetos.

Em 2002 sai seu terceiro disco solo, Falange Canibal, o qual conquista um novo prêmio para a carreira de Lenine, o Grammy Latino, na categoria ‘Melhor Álbum Pop Contemporâneo’. No ano de 2004 o cantor se envolve na produção de um espetáculo em Paris, Carte Blanche, quando ele realiza várias turnês pela Cidade-Luz, registradas em um DVD, lançado junto com o CD, Lenine Incité, em meados de 2004.

Em 2006 ele ingressa na fileira dos artistas que gravaram a série MTV Acústico, ótima produção com seus melhores sucessos. Seu trabalho mais recente foi realizado em 2008, o CD Labiata.

Arquivado em: Biografias, Música