Nicolau Copérnico

Ensino Superior em Comunicação (Universidade Metodista de São Paulo, 2010)

Nicolau Copérnico foi matemático, astrônomo, médico e cônego da Igreja Católica. Autor de uma das mais importantes hipóteses científicas: a teoria heliocêntrica, que reposicionava o Sol no centro do Sistema Solar.

Retrato de Nicolau Copérnico, 1580.

Explicou o ciclo das estações do ano e o diferente posicionamento das estrelas nos hemisférios. Também detalhou os movimentos da Terra, Lua e dos planetas.

Nikolaus Koppernik nasceu no dia 19 de fevereiro de 1473 em Torun, na Polônia. Era caçula dos quatro filhos de um casal de negociantes tradicionais na região, com situação financeira privilegiada. Copérnico perdeu seu pai quando tinha 10 anos e foi criado pelo tio Lucas Watzelrode, futuro bispo de Ermlend. Quando completou 18 anos ingressou na Universidade de Cracóvia, na época capital da Polônia, polo cultural e financeiro da região.

A instituição era conhecida pelo estudo da matemática como fundamento da astronomia e recebia muitos estudantes vindos da Itália, Alemanha, Suíça e Suécia. O latim era a língua adotada para comunicação nas aulas e livros, sendo um conhecimento essencial para as pessoas cultas.

Aos 24 anos Copérnico foi para a Itália estudar direito canônico na Universidade de Bolonha por três anos. Regressou à Polônia em 1501, ordenou-se padre e foi nomeado cônego da Catedral de Frauenburg por indicação de seu tio. Aos 30 anos retornou à Itália e estudou matemática e medicina nas Universidades de Ferrara, Pádua e Roma.

Durante essa época Copérnico iniciou seus estudos mais aprofundados sobre o universo. Regressou a Polônia em 1506 e residindo na Catedral de Frauenburg, utilizou a torre da basílica como principal observatório enquanto elaborava a revolucionária teoria do Universo. O local ficou posteriormente conhecido como “Torre de Copérnico”. Para a sua observação, o astrônomo polonês desenvolvia e utilizava instrumentos de fabricação própria.

A corrente de pensamento da época, a Teoria Geocêntrica de Ptolomeu, apontava que a Terra era um planeta estático no centro do Universo e ao redor dela orbitavam todos os corpos celestes. Copérnico contradizia essa teoria, alegando que o Sol era o centro do Universo.

Na concepção dele, a Terra girava ao redor do Sol, demorando durante esse trajeto o tempo correspondente ao ano terrestre. Também concluiu que a sucessão de dias e noites deveria ser causada pelo movimento constante que a Terra realizava em torno de si mesma. Suas ideias contrariavam os conceitos que norteavam a filosofia, ciência e religião na época; sendo consideradas como afronta contra a Igreja. Em 1512 Copérnico publicou “Pequeno Comentário”, obra que dividiu opiniões causando polêmica e descrédito total da parte de alguns, enquanto gerava surpresa e admiração em outros.

O astrônomo continuou suas observações e pesquisas, que foram concluídas em 1530 e publicadas somente em 1543, por medo de perseguições religiosas. A obra final era composta por 6 volumes e intitulada “Das Revoluções das Esferas Celestes”, considerada uma das mais importantes do período renascentista e um marco para a revolução científica. Chegou às mãos do astrônomo pouco tempo antes de sua morte, sendo publicada com emendas e alterações feitas sem seu prévio consentimento. Apesar de a Teoria Heliocêntrica apresentar uma descoberta incrível e visionária sobre o Sistema Solar, na época não foi devidamente valorizada.

Somente após as contribuições de Kepler e Galileu Galilei tais conhecimentos foram oficialmente reconhecidos. Copérnico passou o resto de sua vida dedicando-se à observação das estrelas e exercendo esporadicamente a medicina para socorrer os menos favorecidos.

Nicolau Copérnico faleceu por derrame cerebral no dia 24 de maio de 1543 em Frauenberg. Seus restos mortais estão em um sepulcro sob o maior altar do templo da Catedral de Frombork, norte da Polônia.

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