Papa Martinho I

Mestrado em História (UFJF, 2013)
Graduação em História (UFJF, 2010)

Martinho I foi o 74º papa da história da Igreja Católica.

Nascido em Todi, na Itália, em 590, Martinho vivei no império que havia se convertido e oficializado como cristão há relativamente pouco tempo. Destacado membro da Igreja Católica, foi eleito no dia cinco de julho de 649 para suceder o Papa Teodoro I.

O Papa Martinho I possui destaque na história do cristianismo por introduzir algumas práticas religiosas que são celebradas até hoje. Ele foi o primeiro a celebrar a festa em homenagem à Virgem Imaculada, que passou a ser celebrada no dia 25 de março. Mas Martinho I também enfrentou grandes dificuldades de seu papa, caracterizando uma gestão de muita complexidade.

Assim que eleito, o Papa Martinho I convocou o Concílio de Latrão para debater e definir a doutrina oficial da Igreja Católica e a natureza de Cristo. Este era um problema que se arrastava desde os primórdios do cristianismo. Existiam, e ainda existem, diversas correntes de interpretação sobre a natureza de Jesus Cristo, considerando sua parte humana e sua parte divina. Na ocasião do Concílio de Latrão, o Papa Martinho I condenou os monotelistas, os adeptos de uma doutrina que defendia a natureza única de Jesus Cristo, envolvendo parte humana e divina em uma só pessoa.

Embora tenha teoricamente solucionado uma questão de interpretação sobre a natureza de Jesus Cristo, este seria o menor dos problemas que enfrentaria durante seu pontificado. A maior parte do tempo que permaneceu como Sumo Pontífice Martinho I teve que encarar na prisão e no exílio. O papa condenou os escritos de Heráclito e Constantino II, que eram imperadores bizantinos, e foi respondido com o aprisionamento e transporte para Constantinopla. No centro do Império Bizantino, o Papa Martinho I foi condenado à morte, mas sua sentença foi negociada. Martinho I foi forçado a renunciar para ter sua pena de morte suspensa. De toda forma, o papa não escapou da prisão e dos maus tratos que se seguiriam até sua morte. Foi exilado na ilha de Naxos e declarado como herege, falecendo em Quersoneso no dia 12 de novembro de 665.

Um ano antes de Martinho I falecer, já havia sido eleito o novo papa, Eugênio I. Porém este não deixou de reconhecer e reverenciar Martinho, pois sua renúncia foi imposta em uma situação extrema e a Igreja Católica não poderia ficar sem um líder. A maior parte das relíquias de Martinho I foram transferidas para Roma e se encontram na Basílica de San Martino ai Monti.

Fontes:

FISCHER-WOLLPERT, Rudolf. Os Papas e o Papado. Petrópolis: Editora Vozes.

DUFFY, Eamon. Santos e Pecadores: história dos Papas. São Paulo: Cosac & Naify, 1998.

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