Cassitas

Pouco se sabe sobre os Cassitas, povos que migraram para o Antigo Oriente, próximo à região do Irã, após a queda do Primeiro Império Babilônico, por volta de 1530 a.C.

Registros recentes mostraram que cerca de 300 palavras de origem cassita constam em documentos da Babilônia. Apesar de poucas evidências, acredita-se que esse povo mantinha uma religião politeísta, como as outras civilizações mesopotâmicas, mas não tinham um governo hereditário característico do Estado.

Mapa mostra a área de influência do povo Cassita, entre os anos 3000 a 1000 a.C.

No século XVIII a.C., após a queda do grande imperador Hamurabi, os cassitas invadiram a Babilônia sob reinado de seu filho Samsu-Iluna que, apesar de grande investida, não conseguiu impedir que parte do território sob seu domínio fosse tomado.

Tempos depois, a tribo dos hititas enfrentaria Samsu-Iluna e lhe tomaria a estátua do deus Marduk. Agum II, rei que dominava a oeste do Irã, reconquistou a estátua que de início havia sido tomada pelos amoritas, colocando-a de volta na Babilônia. Para os cassitas, Marduk era a imagem do deus Shuqamuna, que era bem reverenciado por eles.

Próximo ao território de Bagdá, foi erigida outra cidade de cunho comercial, Kurigalzu, com intenção de competir com a Babilônia. Quando dominaram a Babilônia, os cassitas estavam interessados em trocar mercadorias com eles, mas a guerra dos povos de Kurigalzu com os assírios impediu que essas transações fossem realizadas.

Documentos mostram que os cassitas desenvolveram a economia pela propriedade feudal, usando terrenos para agricultura e domesticação de animais, inclusive preparando pequenas carruagens para exportá-los e trocar por matéria-prima.

Da cultura cassita, o resquício mais notável encontrado foi o poema ‘Enuma Elish’, ou Epico Babilônico da Criação do Mundo, que conta a história do jovem deus Shuqamuna (Marduk) até sua ascensão ao poder, após derrotar as caóticas forças do mal.

No século XIII a.C., os cassitas declararam guerra contra Elam e a Assíria, suscitando em um grande desastre que apressaria o fim seu reinado pela Babilônia. Por volta de 1155 a.C., os povos do Elam destroem definitivamente o império cassita após longos conflitos sustentados por mais de meio século, principalmente após uma imposição do rei Shutruk-Nahhunte aos derrotados povos da Babilônia em cederem seu território aos elamitas.