Assunção de Maria

Assunção da Virgem Maria ao Céu, informalmente conhecida como Assunção, de acordo com a crença cristã da Igreja Católica Ortodoxa Romana, e partes do anglicanismo, segundo a qual a Virgem Maria foi levada em corpo e alma para o reino celeste pouco depois de sua morte. A Igreja Católica ensina o dogma de que a Virgem Maria "tendo concluído o curso de sua vida terrena, foi assunta em corpo e alma à glória celestial". Essa doutrina foi dogmaticamente definida pelo Papa Pio XII em 1° de Novembro de 1950, na Constituição Apostólica Munificentissimus Deus, exercendo a infalibilidade papal. Enquanto a Igreja Católica acredita na Assunção de Maria, a sua morte não foi dogmaticamente definida . Nas igrejas que a contemplam, o Assunção é um grande dia festivo, normalmente comemorado em 15 de agosto. Em muitos países católicos, a festa também é marcada como um Dia Santo de Obrigação. Nas Igrejas Ortodoxas Orientais, que seguem o Calendário Juliano, a Assunção de Maria é comemorada no dia 28 de Agosto.

Apesar da Assunção ter sido só definida como um dogma infalível pela Igreja Católica há relativamente pouco tempo, e a despeito da declaração feita pelo Santo Epifânio de Salamina em 337 d.C. que mencionava que ninguém sabia se a Virgem Maria havia morrido ou não, escritos que dão conta da Assunção de Maria já circulavam desde pelo menos o Século IV.

Mais tarde, apócrifos com base em textos anteriores incluem o "De Obitu S. Dominae", atribuído a São João, um trabalho, provavelmente em torno da virada do Século VI, que é um resumo do "Seis Livros". A história também aparece em "De transitu Virginis", uma obra do final do Século V atribuída a São Melito de Sardes, que apresenta um resumo teologicamente redigido das tradições do Liber Requiei Mariae. O Transitus Mariae conta a história dos apóstolos sendo transportados por nuvens brancas ao leito de morte de Maria, cada um vindo da cidade de onde estava pregando.

Uma carta de armênia atribuída a Dionísio Areopagita também menciona o evento, embora este seja um trabalho bem posterior, escrito a partir do Século VI. João de Damasco, se tornara, nesse período, a primeira autoridade da Igreja delegado a defender a doutrina em seu católica. Seus contemporâneos, Gregório de Tours e Modesto de Jerusalém, lhe ajudaram a promover esse conceito a toda a Igreja.

Em algumas versões dessa história, o evento teria ocorrido em Éfeso, na residência da Virgem Maria, embora esta seja uma tradição muito mais recente. Todas as tradições antigas apontam o fim da vida de Maria para Jerusalém. Por volta do Século VII uma variação surgiu, segundo a qual um dos apóstolos, muitas vezes identificado como São Tomé, não estava presente na morte de Maria, o que provocou uma posterior reabertura do túmulo de Maria, que estava totalmente vazio, exceto por suas mortalhas. Em uma tradição mais nova, a Virgem Maria deixa cair dos Céus seu cinto, nas mãos do apóstolo, como prova do acontecimento. Este evento acabou por ser representado em diversos quadros posteriores sobre Assunção.

O ensino da Assunção de Maria tornou-se comum em todo o universo cristão, tendo sido celebrado desde o Século V e, sendo estabelecida no oriente pelo imperador Maurício I por volta do ano 600. No Século VIII o Papa Leão IV oficializou a festa no calendário oficial da Igreja Católica. Debates teológicos sobre a Assunção de Maria continuaram após a Reforma, culminando em 1950, quando o Papa Pio XII definiu como um dogma para a Igreja Católica.

Na declaração dogmática, a frase "tendo concluído o curso de sua vida terrena", deixa em aberto a questão de saber se a Virgem Maria morreu antes de sua assunção ou se ela foi assunta antes da própria morte. Ambas as possibilidades são permitidas pela Igreja. A Igreja Católica ensina que a Assunção de Maria foi um presente divino a ela como a "Mãe de Deus". De acordo com o teólogo católico, Ludwig Ott, "Maria completou a sua vida como um exemplo brilhante para a raça humana, oferecendo seu exemplo a toda a raça humana".

Fontes:
http://www.gotquestions.org/Portugues/assuncao-de-Maria.html
http://arautos.org.br/artigo/18237/Assuncao-de-Maria.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Assumption_of_Mary

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