Hepatite C

A Hepatite C é um distúrbio orgânico que afeta o fígado, provocando sua inflamação. Ela é transmitida por um vírus – VHC ou HCV - que atinge o organismo quando o paciente tem contato com o sangue de alguém contaminado, por meio de relações sexuais ou de forma hereditária – da mãe ela passa para o filho.

Vírus da Hepatite C

Quando esta doença, normalmente difícil de ser diagnosticada, por sua quase total ausência de sintomas, não é adequada e rapidamente identificada, pode se converter em um mal crônico, o qual, além de ser responsável pela maior parte das enfermidades que atingem o fígado e pela alta incidência de transplantes deste órgão, pode conduzir o paciente a uma cirrose ou, pior ainda, a um câncer nesta região do corpo.

Eventualmente uma crise aguda, na qual o doente se queixa de mal-estar, enjoos, vômitos, músculos doloridos, e apresenta uma coloração amarela na pele, conhecida como icterícia, afeta a pessoa antes de se transformar em um caso crônico. Mas a maior parte dos portadores deste vírus só se dá conta da sua presença quando a infecção se encontra em estágio avançado.

Mas por que, afinal, a Hepatite C é tão difícil de se manifestar sintomaticamente? Justamente porque ela não provoca no corpo uma reação imunológica apropriada, como os outros vírus que desencadeiam este distúrbio orgânico. Assim, muitas vezes o paciente é obrigado a levar consigo os efeitos desta doença por um longo tempo.

Esta doença vem se transformando, gradualmente, em uma epidemia mundial, mesmo em países mais ricos, que apresentam um alto índice de transplantes provocados pela Hepatite C. Só no Brasil as estatísticas apontam pelo menos 2 milhões de pessoas atingidas pelo vírus; hoje ele é detectado em aproximadamente 1,2% de doadores de sangue. Infelizmente ainda não há uma vacina contra este mal.

Há alguns grupos de risco mais propícios a contrair esta moléstia. São eles: dependentes de drogas endovenosas, pacientes que recebiam fatores de coagulação anteriormente a 1987, enfermos nos quais foram realizadas transfusões de sangue ou transplantes de órgãos antes de 1992, enfermos submetidos à hemodiálise, descendentes de mães que apresentam o vírus, parceiros de soropositivos, bebês com 12 meses que nasceram de mães que acusam a presença do HCV e trabalhadores da saúde que, acidentalmente, tenham contato com sangue contaminado.

O tratamento desta enfermidade é tradicionalmente realizado com a mistura de duas substâncias: o interferon – elemento antiviral natural, fabricado pelo próprio corpo para eliminar este vírus -, aplicado por via injetável três vezes ao longo da semana, e a ribaveriva, medicamento ingerido oralmente por 6 meses ou até mesmo um ano.

O vírus será mais ou menos eficazmente combatido conforme a classe a que ele pertence – genótipo 1 ou não-1 – e de acordo com a presença ou ausência de vestígios da cirrose no organismo. Há entre 30% a 70% de possibilidade de erradicação total do fator virótico. Ao longo dos cuidados com a doença podem aparecer sinais como: uma gripe intensa; dores corporais; enjoos, febre, queda capilar, depressão, vômitos e perda de peso.

Fontes:
http://www.drauziovarella.com.br/arquivo/arquivo.asp?doe_id=84
http://www.hepcentro.com.br/hepatite_c.htm

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