Púrpura de Henoch-Schönlein

Por Débora Carvalho Meldau

Graduada em Medicina Veterinária (UFMS, 2009)

Categorias: Doenças
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A púrpura de Henoch-Schönlein, também conhecida como púrpura anafilactóide ou púrpura reumática, trata-se de um tipo de vasculite, que afeta mais comumente crianças e adolescentes.

A causa ainda não foi elucidada. Todavia, sabe-se que a imunoglobulina A (IgA) tem uma importante participação na imunopatogênese desta desordem. Em aproximadamente metade dos casos, esta doença é precedida por uma infecção das vias respiratórias superiores. Além disso, também tem sido levantada a hipótese de que o estreptococo beta-hemolítico do grupo A possa ser o fator desencadeante desta doença, bem como o uso de certos fármacos e vacinas e o contato com alérgenos específicos.

O quadro clínico da púrpura de Henoch-Schönlein caracteriza-se pela tríade púrpura (pequenas hemorragias), artrite e dor abdominal. A púrpura está presente em praticamente todos os casos da doença, enquanto que dores articulares são encontradas em cerca de 80% dos casos e as dores abdominais em 62%. Em aproximadamente 33% dos casos, ocorre hemorragia gastrointestinal em decorrência da intussuscepção.

As púrpuras são mais comumente observadas nos membros inferiores e nádegas, porém também pode acometer tronco, membros superiores e face. A dor abdominal pode estar associada náuseas, êmese, constipação ou diarreia. Além disso, também é possível encontrar sangue ou muco nas fezes. As articulações mais afetadas tipicamente são joelhos, tornozelos e cotovelos; todavia, também pode afetar articulações dos pés e das mãos. A artrite causada por esta doença não é do tipo erosiva, não levando, portanto, a deformações permanentes. Também é comum que estes pacientes apresentem problemas renais, geralmente descobertos devido à presença de hematúria. Alterações neurológicas e pulmonares também podem estar presentes.

O diagnóstico é feito com base na sintomatologia apresentada pelo paciente. Exame de sangue pode auxiliar no diagnóstico, evidenciando elevação da cratinina, ureia, IgA, bem como elevação da taxa de sedimentação. Além disso, também pode ser observado trombocitose (elevação da taxa de plaquetas).

Nos casos de dúvidas quanto ao diagnóstico, uma biópsia cutânea pode ser realizada. Biópsia renal também pode ser feita, tanto para confirmar o diagnóstico, quanto para avaliar a severidade do comprometimento renal.

O tratamento deve ser realizado de acordo com cada caso. Primeiramente possíveis agentes relacionados ao surgimento da doença devem ser erradicados, como infecções, alimentos, fármacos, dentre outros. Normalmente as púrpuras somem espontaneamente, sem um tratamento específico para as mesmas. Para os problemas articulares, são recomendados analgésicos e anti-inflamatórios não esteroides. Para as dores abdominais e nefrites severas indica-se o uso de corticosteroides, bem como para outras manifestações raras (alterações neurológicas e pulmonares). Pacientes que não respondem ao uso de corticosteroides podem ser tratados com imunossupressores, gamaglobulina endovenosa ou plasmaferese.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%BArpura_de_Henoch-Sch%C3%B6nlein
http://www.sbp.com.br/show_item2.cfm?id_categoria=89&id_detalhe=2018&tipo_detalhe=s
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572007000200013

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