Síndrome da Artéria Mesentérica Superior

A síndrome da artéria mesentérica superior (SAMS), também denominada síndrome de Wilkie, consiste em uma desordem extremamente rara do trato gastrointestinal, caracterizada pela compressão extrínseca da terceira porção do duodeno pela artéria mesentérica superior, na porção anterior, e pela aorta e coluna vertebral posteriormente. O resultado dessa compressão é uma obstrução intestinal alta.

Esta afecção foi primeiramente descrita por Carl Freiherr von Bokitansky, no ano de 1861. Contudo, foi somente em 1927 que Wilkie descreveu os achados clínico, quando este publicou casos de 75 pacientes.

A maior parte dos casos ocorre em crianças após os 8 anos de idade, havendo um predomínio em indivíduos do sexo feminino.

A gordura retroperitoneal é responsável por separar o espaço entre a raiz do mesentério e a artéria mesentérica superior da artéria aorta. Todavia, fatores que levam à diminuição do espaço entre essas estruturas vasculares podem resultar na SAMS. Dentre as condições predisponentes, são citadas cirurgia de retificação da coluna vertebral, anorexia nervosa, lesões cerebrais, queimaduras e perda de peso muito rápida. Além disso, alguns pesquisadores também citam que a existem casos de SAMS congênita.

As manifestações clínicas englobam vômito, náuseas, dor e distensão abdominal, desconforto abdominal pós-prandial, eructação, região abdominal extremamente sensível, severa desnutrição. Tudo isso indica uma possível obstrução duodenal. O medo de se alimentar é comum entre os portadores desta síndrome, uma vez que a ingestão de alimentos leva ao surgimento dos sintomas.

As principais formas de diagnosticar esta síndrome são: histórico e exame físico detalhado. A confirmação geralmente é alcançada realizando-se exame contrastado do estômago e duodeno. Em alguns casos é necessário realizar uma tomografia computadorizada do abdômen, capaz de apontar a obstrução duodenal e sua relação com a aorta e a artéria mesentérica superior. Quando os exames anteriores não revelam o problema, recomendam-se exames mais invasivos, como a arteriografia e a angiorressonância.

O tratamento inclui a realização de manobras posturais, como decúbito lateral esquerdo após as refeições; uso de fármacos que auxiliam no esvaziamento gástrico; e nutrição parenteral, nos casos mais graves. Raramente é necessário realizar cirurgia corretiva.

Fontes:
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1490234/
http://en.wikipedia.org/wiki/Superior_mesenteric_artery_syndrome
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-69912000000200012
http://www.pediatriasaopaulo.usp.br/upload/pdf/587.pdf

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