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Síndrome da Hiperestimulação do Ovário

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A síndrome da hiperestimulação do ovário (SHEO) trata-se de uma complicação iatrogênica, ocasionada pela estimulação ovariana exacerbada em resposta aos hormônios exógenos.

Comumente, esta condição é resultante do uso de hormônios, especialmente a gonadotrofina coriônica humana (hCG), utilizados com a finalidade de tratar a infertilidade. Além disso, sabe-se que algumas condições estão associadas ao aumento do risco de desenvolvimento de SHEO, como mulheres jovens e síndrome do ovário policístico.

As manifestações clínicas podem ser classificadas como:

  • Leve: inclui inchaço do abdômen, náuseas, diarreia e ligeiro ganho de peso.
  • Moderada: presença de significativo ganho de peso, aumento da circunferência abdominal, vômitos, diarreia, oligúria, urina concentrada, polidipsia e ressecamento da pele e/ou cabelo, além dos sintomas encontrados no quadro leve.
  • Severa: inchaço acima da linha da cintura, dispneia, derrame pleural, urina muito concentrada, dores no peito e panturrilha, acentuado inchaço abdominal distensão e dores no baixo ventre, além da presença dos sintomas encontrados nos quadros leve e moderado.

Os sintomas tendem a desaparecer dentro de poucos dias (1 a 2 semanas). Contudo, se for durante a gestação, o caso é mais grave e a melhora geralmente é alcançada somente quando vier a próxima menstruação.

O tratamento irá depender da severidade do quadro apresentado pela paciente. Nos quadros leves, o tratamento pode ser conservador, fazendo-se o monitoramento da circunferência abdominal, peso e desconforto até que ocorra a próxima menstruação ou até a concepção.

Os quadros moderados comumente são tratados com repouso, hidratação e acompanhamento de eletrólitos e células sanguíneas, através de exames laboratoriais. Também podem ser feitos ultrassonografias para o acompanhamento do tamanho dos folículos ovarianos.

Nos casos mais graves, quando há a acúmulo de líquido na pleura ou cavidade abdominal, o mesmo deve ser aspirado e opióides devem ser administrados para aplacar a dor. Caso esta síndrome se desenvolva durante um protocolo de fertilização in vitro, recomenda-se adiar a transferência do embrião.

Fontes:
http://www.febrasgo.org.br/arquivos/femina/Femina2010/fevereiro/Femina_v38n2/Femina_v38n2_p83-87.pdf
http://www.actamedicaportuguesa.com/pdf/2011-24/suplemento-3/635-638.pdf
http://en.wikipedia.org/wiki/Ovarian_hyperstimulation_syndrome

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Graduada em Medicina Veterinária (UFMS, 2009)

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