Síndrome de Osgood-Schlatter

A síndrome de Osgood-Schlatter consiste em uma doença ósteo-muscular comumente observada em adolescentes.

Esta desordem é mais frequente em indivíduos do sexo masculino, em uma proporção de 3:1, provavelmente em decorrência de sua maior massa corporal, força muscular e pratica de atividades físicas, especialmente o futebol.

Durante o desenvolvimento do esqueleto, os três principais pontos de crescimento são a placa cartilaginosa de crescimento, a superfície articular e as apófises. No período do estirão puberal, a grande e frequente tensão sobre essas estruturas pode ocasionar microlesões, que resultam em um processo inflamatório. É mais comum que haja acometimento unilateral, embora possa ocorrer de ambos os lados.

Esta desordem é mais frequentemente observada em um momento de maior desenvolvimento da massa muscular, em um indivíduo que ainda possui as apófises predominantemente compostas por cartilagem. Contudo, o quadro regride após findada a ossificação, processo que coincide com o final da puberdade.

Existe uma variante da síndrome de Osgood-Schlatter, que é a síndrome de Sinding-Larsen-Johannson, na qual é o acometimento da região inferior da patela onde o tendão patelar se insere. Este tipo acomete com maior frequência meninas que praticam atividades fadigosas entre os 12 aos 15 anos de idade.

A manifestação clínica mais relatada é a dor no joelho, localizada e característica, que pode ser intensificada durante a prática de repetidas flexões do membro afetado. Traumas que causam pressão direta no local aumentam a dor, que é aliviada com repouso.

Os sintomas podem durar de semanas a anos, regredindo, na maior parte dos casos, dentre de um a dois anos de evolução.

O diagnóstico é essencialmente clínico, sendo que exames radiográficos do joelho podem estar normais ou apontar apenas edema de partes moles.

Esta desordem é benigna, com resolução espontânea, não necessitando de tratamento. Nos casos muito intensos, o médico pode sugerir afastamento temporário das atividades físicas. Além disso, terapias que levam à analgesia podem ser utilizadas, como aplicação de gele sobre o local. O uso de anti-inflamatórios não esteroides e analgésicos pode ser uma opção em certos casos.

Fontes:
http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/traumato/osgood/osgood.htm
http://www.clinicadeckers.com.br/html/orientacoes/ortopedia/033_enf_osgood_shlatter.html
http://www.medcenter.com/Medscape/content.aspx?id=559&langType=1046

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