Síndrome pós-pólio

A síndrome pós-pólio trata-se de um distúrbio neurológico que costuma acometer indivíduos acima de 40 anos de idade, que tiveram poliomielite aguda, pelo menos 15 anos antes, e que após anos desenvolvem um conjunto de sintomas.

Esta afecção é uma desordem do sistema nervoso, que surge em indivíduos que sofreram de poliomielite paralítica, caracterizando-se por fraqueza muscular e/ou fadiga muscular anormal.

Este quadro não se estabelece em decorrência da reativação do vírus da poliomielite, mas sim em consequência do desgaste causado pela exacerbada utilização dos neurônios motores situados próximos daqueles que foram danificados pelo poliovírus. Isso é resultado da tentativa de compensação por parte do organismo, uma vez que os neurônios sobreviventes emitem ramificações para inervar a musculatura comprometida pela doença.

Somente no ano de 2011 foi que esta síndrome foi inclusa no Catálogo Internacional de Doenças (CID 2010). Desta forma, não há uma estatística precisa com relação ao número de portadores desta síndrome no Brasil.

As manifestações clínicas podem surgir em pacientes que apresentaram paralisia flácida, bem como nos que não apresentaram essa sequela. A sintomatologia inclui:

  • Fraqueza muscular progressiva dos membros acometidos ou não pela afecção;
  • Fadiga intensa;
  • Dores musculares e articulares;
  • Cãimbras;
  • Cefaleia;
  • Dificuldade de controle esfincteriano e de deglutição;
  • Hipersensibilidade ao frio;
  • Desordens do sono;
  • Problemas respiratórios;
  • Problemas de memória;
  • Ansiedade;
  • Depressão.

Outro sintoma comumente observado é o aumento de peso do paciente com esta síndrome. Todavia, não é fácil diferenciar se o mesmo é um sintoma direto da síndrome, ou se resultado do fato do paciente diminuir sua atividade física.

O diagnóstico é feito com base nos sinais e sintomas apresentados pelo paciente instalados a mais de um ano em indivíduos que se infectaram com o vírus da poliomielite anteriormente. A eletroneuromiografia é um exame útil na exclusão de outras patologias degenerativas que apresentam quadro clínico similar.

Não existe um tratamento específico para esta síndrome. Deve ser feita uma abordagem multidisciplinar, abrangendo alongamento, exercícios aeróbicos brandos, exercícios de resistência com baixa carga, orientação nutricional, uso de apoios ou dispositivos externos aplicados ao corpo (bengala, muletas, andadores, coletes, entre outros), medicamentos para controle da dor e ansiedade. Além disso, é de extrema importância que o paciente faça fisioterapia para auxiliar na manutenção da função muscular.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_p%C3%B3s-p%C3%B3lio
http://drauziovarella.com.br/doencas-e-sintomas/sindrome-pos-polio/

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