Classificação e tipos de resíduos sólidos

Graduação em Ciências Biológicas (UNIFESP, 2016)

A destinação dos resíduos sólidos causa preocupação ao poder público e também à população, sendo considerada uma questão de saúde pública. O último Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, mostra que a maior parte da população brasileira reside em áreas urbanas, o que acarreta no aumento do volume de lixo produzido nessas áreas. Esse dado evidencia não só a importância da coleta de resíduos, como também o conhecimento da população em relação a esse assunto uma vez que sua participação é essencial para que aconteça uma destinação correta do lixo.

Classificação

Os resíduos sólidos podem ser classificados de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, Título III, Capítulo I, Art. 13, da seguinte forma:

I - Quanto à origem:

a) resíduos domiciliares: gerados por atividades domésticas em residências urbanas;

b) resíduos de limpeza urbana: gerados por varrição, limpeza de ruas e vias públicas e outros serviços de limpeza urbana;

c) resíduos industriais: gerados nos processos produtivos e instalações industriais;

d) resíduos de serviços de saúde: gerados nos serviços de saúde, conforme definido em regulamento ou em normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama e do SNVS;

e) resíduos da construção civil: gerados nas construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, incluídos os resultantes da preparação e escavação de terrenos para obras civis;

f) resíduos agrossilvopastoris: gerados nas atividades agropecuárias e silviculturais, incluídos os relacionados a insumos utilizados nessas atividades;

g) resíduos de serviços de transportes: gerados em portos, aeroportos, terminais alfandegários, rodoviários e ferroviários e passagens de fronteira;

h) resíduos de mineração: gerados na atividade de pesquisa, extração ou beneficiamento de minérios;

II – Quanto à periculosidade:

a) resíduos perigosos: aqueles que apresentam risco à saúde pública ou qualidade ambiental em razão de suas características como inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade, patogenicidade, carcinogenicidade, teratogenicidade e mutagenicidade;

b) resíduos não perigosos: todos os outros tipos de resíduos que não se enquadram na classificação acima.

Coleta de resíduos sólidos

De acordo com Leite (2003), existem três tipos de coleta utilizados para a captação de resíduos sólidos: a coleta do lixo urbano, a seletiva e a informal. A coleta do lixo urbano é aquela que recolhe tudo o que é descartado nas residências, resumido em resíduos orgânicos e inorgânicos de pequeno tamanho, e que após a coleta são colocados à disposição dos órgãos públicos. A coleta seletiva é similar a coleta de lixo, acontecendo de porta em porta, seja o ambiente domiciliar ou comercial, ou em pontos de entrega voluntária, e é direcionada principalmente para os produtos recicláveis. Já a coleta informal é realizada por meio de captação manual e em pequenas quantidades principalmente por profissionais informais e até mesmo por cooperativas de reciclagem, sendo uma das que mais contribui para a reciclagem de resíduos reaproveitáveis.

A destinação correta dos resíduos sólidos vem se tornando cada vez mais importante e valorizada não só por órgãos públicos, mas também pela população. Isso acontece pela crescente preocupação com o meio ambiente, uma vez que a produção e descarte inadequado de resíduos são grandes responsáveis pela poluição encontrada no solo, nos rios e no ar. Além da poluição ambiental ser preocupação de grande parte das pessoas atualmente, resíduos sólidos também são responsáveis por afetar diretamente a saúde da população. Dessa forma, a conscientização e o descarte adequado de resíduos sólidos vem sendo cada vez mais difundida.

Referências Bibliográficas:

[1] INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo Demográfico 2010.

Disponível: https://ww2.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2010/ [capturado em 22 jan. 2019].

[2] LEITE, P. R. Logística reversa: meio ambiente e competitividade. São Paulo: Prentice Hall, 2003. 250 p.

[3] Política Nacional de Resíduos Sólidos 2ª edição. Disponível: https://fld.com.br/catadores/pdf/politica_residuos_solidos.pdf [capturado em 22 jan. 2019].

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