Economia do Piauí

Graduado em Geografia (UFG, 2017)

O Estado do Piauí, situado na Região Nordeste do Brasil, possui uma extensão territorial de 251.576,44 quilômetros quadrados, divididos em 224 municípios, que abriga, segundo estimativa do IBGE de 2018, 3.264.531 pessoas.

A economia do Piauí apresenta uma grande variedade de atividades, onde há a participação do comércio, da indústria, da agropecuária, turismo, extrativismo, setor de prestação de serviços e comércio varejista no PIB (Produto Interno Bruto) do Estado.

Segundo dados do IBGE, o PIB do Estado, no ano de 2016, foi de R$ 41 bilhões de reais, sendo o quinto menor Produto Interno Bruto do país. Cerca de 64% do PIB piauiense está concentrado em apenas 10 municípios do estado. O município com o maior PIB foi capital Teresina, com R$ 19,14 bilhões, em seguida vem Parnaíba com R$ 1,91 bilhão e Picos com R$ 1,39 bilhões. O dado evidencia a desigualdade regional presente no Estado.

Dados econômicos do Setor Primário do Piauí

Em relação à distribuição do PIB nas atividades econômicas, o setor primário contribui pouco mais de 8% do PIB correspondendo a R$ 4,72 bilhões de reais. Entre os produtos destacam-se a produção de soja que vem crescendo e se constituindo como principal commoditie a ser exportada pelo Estado, uma vez que o Piauí faz parte da região denominada de MATOPIBA.

Outros produtos que se destacam no Setor Primário do Estado são as produções de frango, milho, mel natural, algodão e as criações bovinas, suínas (porcos), caprinas (bodes e cabras) e ovinas (ovelhas e carneiros).

Na pecúaria destaca-se a criação de caprinos, já que essas espécies animais conseguem se adaptar às condições do clima semiárido. Também tem destaque a criação bovina, que segundo a PPM (Pesquisa da Pecuária Municipal), no Piauí existem cerca de 1,6 milhão de cabeças de gado, sendo o décimo nono maior rebanho do país.

Dados econômicos do Setor Secundário do Piauí

No setor secundário da economia piauiense destacam-se as indústrias voltadas para a construção civil, para o setor de alimentos e bebidas e para a área da mineração. Segundo a CNI (Conferência Nacional de Indústrias), em 2016 o PIB industrial do estado foi de R$ 4,1 bilhões participando de 0,4% do PIB industrial nacional.

Desse montante, 51% arrecadado vem das indústrias voltadas para a construção civil, 12,5% de serviços industriais de utilidade pública, 10,1% da indústria alimentícia, 7,1% da indústria de bebidas, 3,1% de minerais não-metálicos e 16,2% de outros tipos industriais.

Setor Terciário do Piauí

No setor terciário, o setor de prestação de serviços e o comércio varejista possuem grande importância para economia piauiense, atuando em diversos segmentos como vestuário, setor financeiro, setor de calçados, concessionárias de veículos, entre outros. Destaca-se também a influência da Administração Pública na participação do PIB do Estado – cerca de 34% - e o turismo que se constitui como uma importante fonte de receita, sobretudo na região onde estão situados os litorais piauienses.

Capital Teresina, onde predomina o setor terciário. Foto: carlos andre photography / Shutterstock.com

A balança comercial do Piauí

Em relação às exportações, em 2018, segundo o MDIC (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços), o Estado arrecadou 706,11 milhões de dólares com exportações. O principal destino das vendas realizadas foi a China que comprou 74,1% dos itens vendidos. Os produtos mais comercializados são:

  • Soja triturada e derivados – 90,8%
  • Mel natural – 1,9%
  • Outros produtos – 7,3%

Dados socioeconômicos do Piauí

Em 2018, o IBGE afirmou que 12,3% da população sofre com o desemprego no Estado. Nesse ano houve uma queda de 1,0% em relação à 2017, em que foram gerados aproximadamente 10 mil novos empregos formais.

Outro estudo feito pelo IBGE aponta, que 45,3% da população piauiense vive com uma renda abaixo da linha da pobreza estabelecida pelo Banco Mundial (5,5 dólares por dia), ou seja, mais de 1,4 milhões de habitantes ganham menos de R$ 406,00 por mês, fazendo com que o Estado seja um dos piores em distribuição de renda no país.

Leia mais:

Referências:

http://perfildaindustria.portaldaindustria.com.br/estado/pi

https://www.economiaemdia.com.br/EconomiaEmDia/pdf/infreg_PI.pdf

https://cidades.ibge.gov.br/brasil/pi

http://www.mdic.gov.br/balanca/comex-vis/uf/output/html/pi.html

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