Produção mais Limpa

A Produção mais Limpa, ou PmaisL, como costuma ser chamada é uma estratégia de gestão com foco na eficiência de uso de matéria-prima, energia, água e insumos com o intuito de minimizar os impactos ambientais dos processos, serviços, ou produtos.

Na PmaisL temos o foco totalmente voltado para o processo (entenda-se processo, produto ou serviço) na tentativa de eliminar os impactos ambientais na fonte. Diferentemente de outros tipos de abordagens conhecidas como “fim de tubo”, onde o foco é a minimização dos impactos através da reciclagem, tratamento de efluentes, disposição de resíduos sólidos, etc.

Na PmaisL o objetivo é estudar a fundo o processo a fim de identificar possibilidades de melhorias (que não precisam ser necessariamente estruturais, mas, também, de comportamento) na fonte. A primeira medida em PmaisL seria eliminar ou minimizar a geração de resíduos através de modificações no processo, procedimentos, no produto ou substituição da matéria-prima. Só mesmo, nos casos onde não fosse possível eliminar a geração de impactos é que poderiam ser empregadas as técnicas de fim de tubo como a reciclagem, mas antes, deve ser considerada a possibilidade de retornar os resíduos para o processo.

Em PmaisL resíduo é igual a matéria-prima que foi comprada, não foi utilizada e foi descartada. Portanto, em PmaisL resíduo é igual a dinheiro jogado fora. Logo, implantar a PmaisL significa, também, diminuir os custos com matérias-primas e insumos trazendo, como conseqüência, ganhos econômicos para a empresa.

Mas, é importante lembrar que se o ganho econômico for a atividade fim da implantação do sistema, então não se trata de PmaisL, porque esta tem como objetivo único a eliminação de impactos ambientais, não o aumento dos lucros, embora este possa (e deva) ser considerado como um efeito desejável da PmaisL.

Quando se trata de PmaisL relacionada a produtos, geralmente associa-se o conceito ao desenvolvimento de “design ecológico”, quando se usa, preferencialmente, matérias-primas menos agressivas, renováveis, de extração não danosa ao meio ambiente e que possam ser recicladas ou reaproveitadas, para a confecção das embalagens que, sobretudo, devem ser otimizadas com o intuito de utilizar menos material. Desta forma, consegue-se reduzir o impacto do produto desde a matéria-prima até a destinação final.