As diferenças entre um trabalho escolar e o TCC

MBA em Comunicação Corporativa (Anhembi Morumbi, 2009)
Graduada em Fonoaudiologia (PUC-SP, 2005)

A fase escolar é uma preparação para a etapa universitária. Durante os anos da educação básica e do ensino médio, os estudantes têm contato com as diversas áreas de estudo e trabalho, de onde tiram a base para as graduações e a vida profissional.

Além do preparo em relação ao conteúdo, a vida escolar fornece aos estudantes experiências que são imprescindíveis para o futuro, entre elas, a apresentação de trabalhos e a relação com a oratória.

Muitos alunos, especialmente os chamados “calouros”, têm dúvidas sobre as diferenças entre apresentar um trabalho escolar e um Trabalho de Conclusão de Curso, um dos mais importantes (senão o mais importante) da faculdade. Pensando nisso, listamos as principais diferenças entre uma situação e outra. Confira!

TCC e Trabalho Escolar: qual deles é mais importante?

Quando pensamos nas diferenças entre um TCC e os trabalhos escolares, não vale a pena questionar sobre qual deles é mais importante. A importância dos TCCs é enorme, já que este trabalho é um dos requisitos para que os alunos consigam o diploma universitário.

Por outro lado, os trabalhos escolares fazem parte do cronograma de avaliações dos diversos anos do ensino médio e básico e, por isso, são essenciais para o crescimento e a trajetória estudantil.

As principais diferenças entre um TCC e os outros trabalhos escolares (e até mesmo universitários) estão nos prazos, na demanda de estudos e, claro, na banca avaliadora. Antes de falarmos sobre as especificidades de cada um, é fundamental ressaltar que todos os trabalhos têm sua relevância e devem ser feitos com a mesma seriedade e empenho.

Prazos e demanda de estudos: qual a diferença entre um trabalho e um TCC?

Os trabalhos escolares geralmente acontecem uma vez a cada trimestre ou bimestre e têm como tema os assuntos do conteúdo programático estudados no momento. Por isso mesmo, os prazos para que os estudantes façam as entregas são menores, com um limite médio de, no máximo, quinze dias ou um mês.

O TCC tem um prazo muito maior e, dependendo da faculdade, o aluno pode passar até mais de um ano escrevendo o TCC e se preparando para a exposição oral. Isso porque a demanda de estudos para um TCC é muito maior que a de trabalhos escolares. Ao contrário do que acontece na escola, no TCC, é o aluno quem procura leituras, faz cronogramas e pensa formatos para a apresentação.

No TCC, a liberdade – tanto de prazos quanto de leituras – é muito maior, mas, em contrapartida, a profundidade do trabalho é superior, aumentando também a carga horária de estudos prévios.

Como é a avaliação no TCC e no trabalho escolar?

Outra diferença marcante entre trabalhos escolares e TCC é a avaliação. Enquanto nos trabalhos escolares é o professor quem avalia o conteúdo, no TCC, forma-se uma banca avaliadora, composta pelo orientador e por outros professores – de dentro ou fora da instituição do aluno.

Quando o trabalho escolar é uma exposição, os estudantes apresentam seus resultados em frente à turma, para colegas e professor. No TCC, a banca é marcada para um horário fora das aulas e pode ou não ter alunos na plateia. Em outras palavras, a apresentação de trabalhos na escola é algo que faz parte do cotidiano. Já o TCC é uma situação muito especial, agendada pela secretaria e aberta ao público.

A escolha do tema: TCC x Trabalho escolar

Por fim, outra particularidade do TCC é que o aluno tem uma liberdade considerável para o seu trabalho. É o aluno quem escolhe se o TCC será individual ou em grupo (na maioria das faculdades), é o aluno quem escolhe o tema a ser abordado e é o aluno quem define se o seu trabalho será um produto ou uma monografia.

Nos trabalhos escolares, assim como em diversos outros momentos do ensino médio e da educação básica, a liberdade dos estudantes é limitada. Geralmente, é o professor quem diz se o trabalho será individual ou em grupo, assim como é o professor quem dá orientações específicas sobre a tarefa a ser feita (Um seminário? Uma maquete? Um trabalho escrito?).

Tudo isso tem a ver com o contexto em que cada trabalho está inserido. Os universitários escolheram o curso e já sabem o que querem fazer depois de formados (ou têm uma ideia). Na escola, o aluno ainda está sendo preparado para tomar suas próprias decisões, recebendo o que o professor considera essencial para embasar essas escolhas.

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