Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB)

Mestrado em História (UDESC, 2012)
Graduação em História (UDESC, 2009)

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O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) é um sistema de avaliação promovido pelo governo federal através de Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. O INEP tem como atividade principal efetivar estudos e pesquisas sobre o sistema educacional brasileiro e com os resultados de tais estudos auxiliar o governo na promoção de ações e políticas públicas para a educação. O IDEB foi criado em 2007, no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o objetivo principal de avaliar as principais demandas do campo educacional.

A proposta primordial, portanto, é avaliar o ensino nas escolas públicas do país. Para isso o cálculo que atribui a nota final é feito levando em consideração o rendimento escolar, o que inclui o aproveitamento dos estudantes em nota – aprovação e reprovação – mas também os índices de evasão escolar. A nota atribuída varia entre zero e dez e a atual meta é atingir a nota média 6,0, equiparando o Brasil a outras nações do mundo no quesito rendimento escolar. Com o resultado do IDEB é possível planejar ações educacionais e também mapear as demandas de cada escola, levando em conta a realidade apresentada por cada uma delas. Assim, pode-se mapear necessidade de investimentos tanto materiais como em formação continuada de professores, dentre tantas outras ações possíveis.

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), portanto, é um agente fundamental para condução e determinação de políticas públicas para a educação de qualidade no Brasil. Esta avaliação é feita a cada dois anos e, por meio de seus resultados é possível ver os resultados deste tipo de política pública que permite mapear problemas para mapear as demandas da educação básica, atendendo às realidades locais.

Em 2007 a nota média dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, que correspondem ao período do primeiro ao quinto ano escolar, fechou em 4,2. Na avaliação seguinte, em 2009, a nota subiu para 4,6. Já na de 2011 a nota final fechou em uma média 5,0 e em 2013 em 5,2. A nota final de 2015 ficou em 5,5 e a de 2017 em 5,8. A última avaliação dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental quase atingiu a meta 6,0, fechando em 5,9.

Quão mais avançados os anos de estudo, mais as médias finais do IDEB vão caindo. Para os Anos Finais do Ensino Fundamental é possível ver que as notas são bastante diferentes das notas dos Anos Iniciais. Em 2007 a nota média dos Anos Finais do Ensino Fundamental, que correspondem ao período do sexto ao nono ano escolar, fechou em 3,8. Na avaliação seguinte, em 2009, a média final fechou em 4,0 e em 2011 em 4,1. Em 2013 a nota aumentou somente um décimo, atingindo a média 4,2. Em 2015 a média final atingiu a nota de 4,5 e em 2017 4,7. A última avaliação do IDEB, de 2019, fechou a média dos Anos Finais do Ensino Médio em 4,9, ainda longe da média 6,0 esperada.

Seguindo o esperado, as avaliações do Ensino Médio, correspondente ao período do primeiro ao terceiro ano, são as com notas mais baixas, fato ocasionado pelo alto incide de evasão escolar nessa faixa do ensino. Na primeira avaliação, em 2007, a média final fechou em 3,5. Na avaliação seguinte, em 2009, houve pouca alteração e a nota fechou em 3,6. Subindo apenas mais um décimo, a nota de 2011 fechou em 3,7, nota que se manteve em 2015. Em 2017 a nota fechou em 3,8 e teve um salto significativo na última avaliação, em 2019, fechando a nota com média 4,2, ainda muito aquém da média esperada de nota 6,0.

Com a análise dos índices do IDEB e a determinação de seus objetivos é possível compreender que a avaliação das demandas e realidades escolares brasileira são fundamentais para promoção de políticas públicas que venham a modificar e melhorar a realidade educacional do Brasil. Só assim é possível traçar metas elaboradas com base nos resultados apresentados por cada escola, por cada cidade, por cada estado do país.

Referências:

INEP. In: http://inep.gov.br/educacao-basica/ideb/resultados Disponível em: 10 de janeiro de 2020.

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