Gêmeo Parasita

O gêmeo parasita, também denominado fetus in fetu, consiste em uma anormalidade do desenvolvimento na qual é encontrada uma massa de tecido semelhante às formas de um feto.

Esta condição é extremamente rara, sendo, portanto, pouco discutida na literatura médica. Estima-se que ocorre em 1 a cada 500.000 nascimentos.

Existem algumas teorias a respeito da etiologia desta anormalidade. Alguns acreditam que se trate de um feto, que inicia seu desenvolvimento normalmente, mas que acaba sendo envolto pelo seu gêmeo. Outros acreditam que se trate de uma massa altamente desenvolvida, como, por exemplo, um teratoma. Tipicamente o fetus in fetu é encontrado alojado na cavidade abdominal ou retroperitoneal.

O gêmeo parasita pode ser considerado vivo, uma vez que os seus componentes ainda não morreram e nem foram eliminados do organismo. Desta forma, a vida do fetus in fetu pode ser comparada à forma como um tumor é mentido pelo organismo, no qual as células permanecem viáveis devido à existência de atividade metabólica normal. Todavia, uma vez que o feto não se encontra em um ambiente adequado para o seu desenvolvimento, que é o útero junto com o líquido amniótico e a placenta, há defeitos críticos, não havendo funcionamento do cérebro (quando há cérebro), coração, pulmões, trato gastronintestinal ou do trato urinário. Em outras palavras, o fetus in fetu não possui chances de vida fora do organismo do gêmeo hospedeiro.

Uma vez que o gêmeo parasita oferece riscos de vida para o seu hospedeiro, a recomendação é sempre a remoção cirúrgica.

Fontes:
http://en.wikipedia.org/wiki/Fetus_in_fetu
http://www.prac.ufpb.br/anais/IXEnex/iniciacao/documentos/catalogoresumo/6.SAUDE/6CCSDMMT04.pdf
http://pt.wikipedia.org/wiki/G%C3%AAmeo_parasita

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