Murilo Mendes

Graduada em Letras - Literatura e Língua Portuguesa (UNIABEU, 2015)

Murilo Monteiro Mendes, mais conhecido como Murilo Mendes, nasceu no dia 13 de Maio de 1901, na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais. Era filho de Onofre Mendes e Eliza de Barros Mendes.

Murilo iniciou seus estudos em sua terra natal, porém, em seguida, é matriculado no Internato do Colégio Salesiano em Niterói, Rio de Janeiro.

No ano de 1920 mudou-se para a capital, e teve contato direto com o Movimento Antropofágico. Sua estreia na literatura se deu através de suas publicações em duas revistas do modernismo.

Trabalhou no Rio de Janeiro, como Arquivista do Ministério da Fazenda, e também foi funcionário do Banco Mercantil.

Em 1930, Murilo lança seu primeiro livro: “Poemas”. Seu conteúdo, assim como o de outros poetas da geração de 30, tinha grande preocupação social, e analisava o destino do ser humano.

Em 1932 escreveu o poema que recebeu o nome de “História do Brasil”, com conteúdo nacionalista, retratando de forma diferenciada a história do País. Três anos depois, tornou-se inspetor de ensino, e no ano de 1940 conheceu Maria da Saudade Cortesão.

No ano de 1944, Murilo foi internado com tuberculose e esteve num sanatório na região de Petrópolis, no Rio de Janeiro.  Embora tenha passado por problemas de saúde, o poeta casou-se com sua amada no ano de 1947, mas não tiveram filhos.

Foi considerado por muitos como o principal representante do surrealismo na poesia, apresentando também traços de poesia social, além de conteúdo relacionado ao novo barroco e ao cristianismo. Analisando suas obras, é comum encontrarmos a linguagem coloquial e diversos neologismos.

Em 1953 foi convidado a lecionar literatura brasileira em Portugal, mais especificamente em Lisboa. Até 1955 percorreu diversos países da Europa, por onde divulgou a cultura brasileira. O poeta mudou-se para Roma por volta de 1957.

Murilo Mendes, o poeta e escritor que recebeu o prêmio Graça Aranha com o seu primeiro livro “Poemas”, nos deixou em 13 de Agosto de 1975, na cidade de Estoril, Portugal.

É necessário conhecer seu próprio abismo. E polir sempre o candelabro que o esclarece.” (Murilo Mendes)

Principais obras:

  • 1930 - Poemas
  • 1932 - História do Brasil
  • 1935 - Tempo e Eternidade (em colaboração com Jorge de Lima)
  • 1938 - A Poesia em Pânico
  • 1941 - O Visionário
  • 1944 - As Metamorfoses
  • 1944 - O Discípulo de Emaús, prosa
  • 1945 - Mundo Enigma
  • 1947 - Poesia Liberdade
  • 1948 - Janela do Caos
  • 1954 - Contemplação de Ouro Preto
  • 1959 - Poesias
  • 1959 - Tempo Espanhol
  • 1962 - Poliedro
  • 1968 - Idade do Serrote, memórias
  • 1972 - Convergência
  • 1973 - Retrato Relâmpago
  • 1977 - Ipotesi
  • 2002 - A Invenção do Finito, póstuma
  • 2003 - Janelas Verdes , póstuma

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