Tomografia por emissão de pósitrons (PET)

PET, sigla que em inglês significa tomografia por emissão de pósitrons, trata-se de um exame de imagem da medicina nuclear que possibilita a realização do mapeamento da atividade metabólica de diversos sistemas do corpo humano.

Atualmente as siglas PET-CT e PET-Scan possuem o mesmo significado, pois já tem vários anos que não é fabricado o equipamento de PET simples (sem CT, sigla em inglês para tomografia computadorizada). No Brasil, praticamente todos os aparelhos de PET correspondem a PET-CT.

Este exame é feito injetando-se glicose juntamente com um elemento químico, geralmente radioativo. Subsequentemente a administração desse composto, são realizadas as imagens.

O aparelho de PET-CT/Scan capta os sinais radioativos emitidos pelo flúor-18, traduzindo-os em imagens, determinando, deste modo, os locais onde este açúcar está presente, evidenciando o metabolismo da glicose. O equipamento utilizado neste exame gera imagens tridimensionais da área, mais nítidas do que os demais exames utilizados na medicina nuclear.

O metabolismo da glicose é altamente importante, uma vez que a maior parte das células neoplásicas utiliza uma quantidade significativamente superior deste açúcar como fonte de energia, quando em comparação com as células normais.

O PET-CT pode ser utilizado para investigação de neoplasias, distúrbios neurológicos ou cardíacos:

  • PET oncológico: injeta-se por via endovenosa o 2-[F18]-fluoro-2-deoxi-glicose, chamado de FDG, sendo o flúor-18 o elemento radioativo e a glicose o composto químico. Esta substância é carreada para o interior das células; todavia, não sofre completa metabolização, e sim, uma transformação em forma conservada no interior das mesmas. Deste modo, este composto pode ser utilizado na detecção de células com elevado consumo de glicose e que, consequentemente, apresentam muitos transportadores na membrana, como ocorre em células tumorais de crescimento rápido (habitualmente malignos). Utiliza-se o PET-CT para estadiar tumores no pulmão, mama, cólon, linfomas, dentre outras, bem como na identificação de pontos metastáticos. Este tipo de exame abrange aproximadamente 90% dos PETs realizados atualmente.
  • PET neurológico: utiliza-se o oxigênio-15, quando objetiva-se avaliar a perfusão sanguínea e a atividade (consumo de oxigênio) de distintas regiões do cérebro.
  • PET cardíaco: administra-se o FDG-F18 para identificar áreas de isquemia e de fibrose.

Fontes:
http://portaldaradiologia.com/?p=2489
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tomografia_por_emiss%C3%A3o_de_positr%C3%B5es
http://www.cetac.com.br/pet_ct_o_que_e.html
http://www.imaginologia.com.br/dow/exames/Indicacoes-PET-CT.pdf
http://www.quantamn.com.br/nvoste2/index.php/informacoes-de-exams/informacoes-ao-paciente/15-infospacientepetct

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