Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO)

Mestra em Geografia (Unicamp, 2017)
Bacharela em Geografia (USP, 2014)
Licenciada em Geografia (UEL, 2009)

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, também conhecida como FAO, sigla em inglês para Food and Agriculture Organization, é uma agência da ONU voltada ao combate à fome e à desnutrição em seus Estados-membros.

História

A primeira organização internacional voltada à discussão da questão da segurança alimentar foi criada em 1905 em uma conferência realizada em Roma, na Itália. O então Rei da Itália, Victor Emmanuel III, oficializou a inauguração do Instituto Internacional de Agricultura, que havia sido idealizado pelo agricultor e empresario californiano David Lubin. O Instituto foi responsável pela publicação do primeiro censo da produção agrícola mundial, publicado na década de 1930.

Em 1943, ao término da segunda guerra e durante as reuniões que antecederam a formação da ONU, o presidente dos Estados Unidos, Franklin D. Rossevelt, convocou uma conferência para debater a questão agrícola no mundo e os riscos que a segurança alimentar poderia causar à população mundial no futuro e o seu papel na garantia da paz entre os povos.

A partir dessa conferência, passou a ser elaborada a formação de um organismo especializado da ONU, que estivesse voltada a garantia da segurança alimentar a nível mundial. A FAO foi formalmente fundada em 16 de outubro de 1945 em Quebec, no Canadá. A primeira reunião da organização ocorreu em 1 de novembro do mesmo ano, também em Quebec.

As funções exercidas pelo extinto Instituto Internacional de Agricultura, que havia encerrado suas atividades no final da Segunda Guerra Mundial, passaram a ser realizadas pela FAO. Além das atividades de pesquisa e divulgação de informação exercida pelo Instituto, a FAO passou a defender uma agenda para erradicação da fome no mundo.

Objetivos da FAO

Os objetivos da FAO são:

  • Erradicação da fome, subnutrição e da insegurança alimentar;
  • Desenvolvimento da sustentabilidade ambiental na agricultura;
  • Redução da pobreza no campo;
  • Criação de sistemas agrícolas inclusivos;
  • Superação da vulnerabilidade social das comunidades rurais.

O principal objetivo da FAO é garantir a segurança alimentar no mundo e combater a fome e a desnutrição. Apesar disso, a organização vem recebendo diversas críticas por seu apoio à agricultura transgênica. Foto: rsooll / Shutterstock.com

Membros e Estrutura

A FAO é composta por 194 Estados-Membros e está presente em 130 países, onde acompanha campanhas e projetos em desenvolvimento. Sua atuação se dá por meio do acompanhamento dos países-membros por meio da elaboração de estratégias para o desenvolvimento de políticas publicas voltadas para o desenvolvimento de técnicas de produção e armazenagem de alimentos.

As decisões da FAO são tomadas em um fórum neutro e igualitário, onde todas os Estados-membros possuem direito igualitário ao voto. Neste fórum, os representantes dos Estados-membros se reúnem para discutir políticas voltadas para a agricultura e para a segurança alimentar.

Uma das principais parceiras da FAO junto a ONU é a Organização Mundial da Saúde (OMS), outra agencia da ONU, uma vez que a fome e a fome oculta ameaçam diretamente a vida das pessoas e são causas de outras doenças.

Críticas à FAO

Apesar de seu compromisso oficial em combater a fome por meio do desenvolvimento de uma agricultura inclusiva, a FAO é acusada de defender os interesses de grandes empresas transnacionais que atuam com biotecnologia, bem como os interesses da indústria química que se beneficia da venda de agrotóxicos e pesticidas.

Em 2004, a FAO lançou relatórios sobre a biotecnologia agrícola que defendiam o uso de alimentos transgênicos, cujo impacto para a saúde humana e meio ambiente ainda não são amplamente conhecidos. Entretanto, é sabido que esses alimentos podem provocar graves danos ambientais e afetar a economia dos pequenos produtores rurais, uma vez que a produção de transgênicos, por ser patenteada, causaria dependência do produtor das grandes indústrias químicas, detentoras dessas patentes.

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