Discurso da Casa Dividida

Pronunciado por Abraham Lincoln no ano de 1858, o famoso discurso da Casa Dividida foi articulado após Lincoln (que viria a ser o presidente dos EUA) ser indicado ao Senado através do Partido Republicano da cidade de Illinois. Desta forma, o conteúdo discursado pelo político veio a sustentar a campanha do republicano contra Stephen A. Douglas, juiz contra quem disputou diversos debates e por quem acabou sendo vencido nas eleições.

Abraham Lincoln, ao proferir o discurso da Casa Dividida, acabou tornando-o um símbolo da instabilidade e ameaça que a desunião entre o norte e o sul dos EUA, derivada de opiniões adversas a respeito da escravidão, viria a ser para a nação. Além disso, a alocução de Lincoln serviu aos republicanos dos territórios do norte como uma comunhão. A Casa Dividida, em conjunto com os discursos de Gettysburg, entre outros da segunda posse de Lincoln, constituem as três mais conhecidas preleções políticas dos Estados Unidos.

O discurso da Casa Dividida é embasado em um trecho encontrado no Novo Testamento, Mateus, 12-25, em que se lê: "Todo reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda cidade ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá". Ao fazer a analogia entre o texto bíblico e a situação dos Estados Unidos naquele período, Lincoln instigava os americanos a buscarem uma solução para a rixa entre os Estados escravocratas do sul e os Estados libertários do norte. A semente deste discurso surgiu em 1850 quando, no meio de um debate, o político Sam Houston utilizara a seguinte frase: "Uma nação não pode ficar dividida contra si mesma".

Nas palavras que proferiu no discurso da Casa Dividida contra o juiz Douglas, Lincoln utiliza-se da comparação entre o texto bíblico e o panorama dos EUA, além de fazer críticas diretas ao seu adversário. Lincoln utiliza a seguinte frase para falar de seu oponente: "antes um cachorro vivo do que um leão morto", indicando que Douglas era um homem de poder, mas não tinha capacidade para exercê-lo.

O discurso atacava diretamente o a Decisão Dred Scott e o Ato de Kansas-Nebraska. O primeiro referia-se à decisão da Suprema Corte, na qual um escravo nunca seria capaz de conseguir se tornar um cidadão americano, além de indicar que o Congresso não poderia interferir na decisão dos Estados sobre a continuação ou não da escravidão. Já no segundo, o Congresso havia limitado o poder decisivo no que se referia à escravatura no âmbito dos Território Federais.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Discurso_da_Casa_Dividida
http://revistaescola.abril.com.br/ensino-medio/fundador-estados-unidos-530228.shtml
http://www.pucrs.br/mj/artigo-obama-lincoln-democratas-e-republicanos.php
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/abraham-lincoln/abraham-lincoln.php
http://usinfo.org/enus/government/overview/22.html

Arquivado em: Idade Contemporânea