Rendição do Japão

Mestre em História (UDESC, 2015)
Pós-graduada em Direitos Humanos (Universidade de Coimbra, 2012)
Graduada em História (UDESC, 2010)

Em 2 de setembro de 1945, a bordo de um navio estadunidense, na baía de Tóquio, o Japão formalizou sua rendição aos Aliados. Era o que faltava para que a Segunda Guerra Mundial chegasse definitivamente ao fim, pois na Europa, desde a derrota alemã, em 7 de maio daquele ano, ela já havia acabado.

A rendição japonesa era esperada desde julho, quando sua Marinha foi quase integralmente destruída. Também a Força Aérea estava bastante debilitada, e os bombardeios promovidos pelos Estados Unidos e Reino Unido não cessavam, deixando cidades devastadas. Economicamente, a situação do país também era bastante difícil e a população civil passava por privações materiais graves.

Em 26 de julho, União Soviética, Estados Unidos e Reino Unido se reuniram em Potsdam, na Alemanha, para decidir o futuro desse país e da Europa após a derrota do nazismo. Além disso, o presidente dos Estados Unidos, Harry Truman; o primeiro-ministro britânico, Winston Churchill; e o Presidente do Governo da República Nacionalista da China (Taiwan), Chiang Kai-shek; lançaram a Declaração de Potsdam, cujo conteúdo eram os termos para a rendição japonesa: caso não se rendesse incondicionalmente, o país enfrentaria “destruição imediata e total”.

A invasão do território japonês estava programada para novembro de 1945, sob o comando do general estadunidense Douglas MacArthur, e partiria da ilha de Okinawa, já conquistada. Sabia-se que aquela seria uma operação difícil e a previsão era que ela custasse até 10 vezes mais vidas do que o “Dia D”.

No entanto, tal operação nunca aconteceu, pois em 6 de agosto os Estados Unidos lançaram a primeira bomba atômica sobre uma cidade japonesa, Hiroshima. Diante da destruição causada e da morte de 80 mil pessoas, parte minoritária do governo japonês considerou a rendição. Em 8 de agosto, a União Soviética declarou guerra ao país e no dia seguinte invadiu a Manchúria. Mas o dia 9 de agosto de 1945 trouxe outro desastre: a segunda bomba atômica foi lançada, dessa vez sobre Nagasaki. Diante da destruição causada pelas bombas, o imperador Hirohito anunciou pelo rádio, em 14 de agosto (ou 15 de agosto, se considerado o horário japonês), sua rendição. Era a primeira vez que o imperador falava à população, que até então nunca tinha ouvido sua voz. A decisão não foi unanimemente aceita pelo Conselho de Guerra e pelas Forças Armadas e, antes de ser anunciada, cerca de 1.000 soldados rebeldes invadiram o Palácio Imperial a fim de impedir que a declaração fosse feita, mas foram vencidos pelas forças imperiais.

Assim, no domingo de 2 de setembro de 1945, a formalização da derrota japonesa foi feita na Baía de Tóquio, onde mais de 250 navios de guerra dos países Aliados e da China nacionalista se encontravam. Os representante japoneses foram o Ministro das Relações Exteriores, Mamoru Shigemitsu, e o general Yoshijiro Umezu. Líderes das Nações Unidas, dos Estados Unidos, China, Grã-Bretanha, União Soviética, Canadá, Austrália, França, Holanda e Nova Zelândia também assinaram o documento que determinava o fim da Segunda Guerra Mundial.

Referências bibliográficas:

http://www.history.com/this-day-in-history/japan-surrenders

http://www.bbc.com/news/world-asia-33881427

http://www.history.com/this-day-in-history/japans-surrender-made-public

http://amaiorguerra.blogspot.com.br/2014/04/declaracao-de-potsdam.html

http://www.dw.com/pt-br/1945-confer%C3%AAncia-de-potsdam/a-593737