Gramática prescritiva

Mestra em Letras e Linguística (UFG, 2016)
Licenciada em Letras-Português (UFG, 2009)

A Gramática prescritiva, também intitulada Gramática Normativa, é um conjunto de regras que devem ser seguidas para que o usuário de uma língua consiga falar e escrevê-la corretamente. A partir da Gramática Prescritiva, são considerados apenas os fatos da norma culta, ou padrão, regulando o uso de determinada língua de sujeitos socialmente organizados.

A gramática normativa expõe noções e regras essenciais estabelecidas por especialistas voltadas ao uso da língua na modalidade escrita, desconsiderando outras variações linguísticas. Assim, seu caráter prescritivo dita as regras gramaticais de uma língua, posicionando-se como única forma correta de realização e categorizando as outras formas possíveis como sendo erradas.

A gramática normativa baseia-se nos dialetos de prestígio de uma comunidade linguística e por isso é utilizada como suporte para o ensino formal de uma língua, embora a sociolinguística venha favorecendo o estudo da língua considerando aspectos relacionados à oralidade e aos múltiplos níveis de linguagens.

Níveis de descrição gramatical

As gramáticas dedicam-se à análise dos diferentes níveis de organização das línguas naturais. Cada parte da Gramática corresponde ao estudo dos níveis: Fonológico, Morfológico, Sintático, Semântico e Pragmático. Vejamos cada um deles:

  • Fonológico: Trata-se do estudo sobre os fonemas (sons) da língua, suas possibilidades de combinação em sílabas.
  • Morfológico: Estudo das classes de palavras, suas flexões e os processos de formação.
  • Sintático: Trata-se do estudo sobre as funções e relações entre as palavras nas sentenças linguísticas.
  • Semântico: Estuda sobre o significado das palavras, as relações de sentido que elas estabelecem e sua organização lexical.
  • Pragmático: Trata-se do estudo sobre a relação entre o sentido dos textos e o contexto em que são utilizados.

Referência:

ABURRE, Maria Luiza M. Gramática: texto: análise e construção de sentido. Volume único. 2. ed. Moderna: São Paulo, 2010. p. 118 e 119.

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