Torção Gástrica em Cães

A torção gástrica em cães, também chamada de síndrome da dilatação vólvulo gástrica, ou somente torção do estômago, trata-se de uma ocorrência comum em raças de grande porte, na qual há dilatação do estômago, seguida da torção desse órgão sobre si mesmo, levando à intensificação da fermentação e aprisionamento de gás e alimento em seu interior.

Pode ser ocasionado pela excessiva ingestão de alimentos e/ou água, fazendo com que o estômago dilate e gire sobre o seu eixo, especialmente em cães que ficam muito agitados após se alimentarem.

Consiste em uma emergência veterinária, pois o animal não consegue eliminar o alimento retido nem por vômito e nem pela via intestinal.  Caso o animal não seja socorrido rapidamente, pode morrer dentro de poucas horas (6 a 12 horas).

As manifestações clínicas incluem:

  • Aumento de volume crescente do abdômen do animal, decorrente da fermentação do alimento e formação de gases;
  • Angustia respiratória;
  • Náuseas;
  • Ânsia de vômito não produtiva;
  • Inquietação;
  • Sensibilidade extrema na região abdominal;
  • Sialorreia;
  • Palidez da mucosa gengival.

Uma vez que o estômago torcido está impedindo o suprimento sanguíneo de diversos órgãos, o animal pode entrar em choque dentro de algumas horas.

Quando o proprietário perceber algum desses sintomas, deve procurar ajuda profissional imediatamente. Se o médico veterinário notar distensão abdominal, irá introduzir uma sonda através da boca do animal até o estômago. Caso a sonda não consiga ultrapassa para este último, será confirmado o diagnóstico de torção gástrica. Também pode ser feita uma avaliação radiográfica, mas somente após a estabilização do paciente.

O tratamento inicial é baseado na descompressão do estômago através de intubação orogástrica e, caso não seja possível realizar esse procedimento, recomenda-se a realização de descompressão com agulha e repetição da intubação orogástrica. O tratamento para o choque deve ser feito juntamente com a descompressão e monitoramento do paciente até sua completa estabilização.

Preferencialmente, deve ser feita cirurgia de fixação do estômago na parede abdominal (gastropexia), em sua posição anatômica normal, para prevenir recidivas.

Para prevenir a ocorrência desta condição, recomenda-se:

  • Não fornecer grandes quantidades de alimentos de uma vez. É preferível fracionar a refeição várias vezes ao dia;
  • Fornecer ração rica em fibras;
  • Evitar rações com elevada taxa de fermentação;
  • Não permitir que o animal ingira muita água de uma só vez, inclusive durante as refeições;
  • Evitar exercícios vigorosos após as refeições, como pular e correr;
  • Cirurgia preventiva, caso o animal já tenha apresentado um quadro prévio de torção gástrica.

Fontes:

http://www.anda.jor.br/22/01/2013/torcao-gastrica-em-caes?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=torcao-gastrica-em-caes

http://www.revista.inf.br/veterinaria15/relatos/ANOIIIEDI15RC07.pdf

http://www.hospvetprincipal.pt/dilataca.htm

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