Gado Kangayam

A raça Kangayam tem sua origem na Índia. Faz parte do IV grupo indiano básico, também chamado de gado de Mysore.

Esta raça foi introduzida no Brasil no estado de São Paulo, através de importações feitas na década de sessenta. O rebanho aqui existente não é numeroso, sendo que sua multiplicação é vagarosa.

Características raciais

Os animais desta raça possuem porte médio. Possuem pele de coloração escura (preta), macia, flexível; pêlos são finos e curtos.

Sua cabeça é de perfil convexo; os chifres são direcionados para cima, encurvados, nascendo bem próximos no alto da cabeça; as orelhas são curtas, pontiagudas e móveis; os olhos são proeminentes e os cílios são escuros; não se realiza descorna nestes animais.

O pescoço é curto, grosso, com a barbela pouco desenvolvida; a giba é bem desenvolvida, firme e sem inclinação para os lados.

O corpo é amplo e relativamente comprido; o peito é amplo e com boa cobertura muscular e de gordura; o tronco é compacto e forte; a garupa é relativamente comprida e caída; a cauda é comprida e com vassoura escura; o umbigo é curto; as coxas são relativamente desenvolvidas e com uma ótima cobertura muscular; membros curtos, fortes e com bom aprumo; cascos são pretos.

Aptidão

Na Índia, estes animais são utilizados para o trabalho, pois são muito ágeis, fortes e resistentes. Para produção leiteira, as vacas deixam muito a desejar. Para a produção de carne, deve-se levar em consideração que são animais de tamanho médio, cujo desenvolvimento não se compara com as outras raças indianas. No Brasil, os dados relativos à produtividade são escassos.

Características indesejáveis da raça:

  • Cabeça exageradamente grande com perfil côncavo;
  • Orelhas grandes;
  • Espelho nasal claro;
  • Chifres móveis;
  • Peito estreito;
  • Giba tombada para um dos lados;
  • Tórax deprimido;
  • Umbigo penduloso;
  • Vassoura da cauda clara;
  • Membros muito compridos;
  • Aprumos defeituosos;
  • Cascos claros;
  • Criptorquidismo e monorquidismo;
  • Vulva atrofiada;
  • Feminilidade nos machos e fêmeas masculinizadas.

Fontes:
Guia Prático Para o Confinador – Paulo Mario Barcariça Vasconcelos (1993).
O Zebu, na Índia, no Brasil e no Mundo – Alberto Alves Santiago.
http://www.ourofino.com/portal/node/654

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