Pólvora

Graduação em Química (Faculdades Anhanguera, 2016)

A pólvora explosiva é composta por 10% de enxofre, 75% de salitre (nitrato de sódio NaNO3 ou pelo nitrato de potássio – KNO3) e 15% de carvão. Não há dados concretos sobre a data precisa da descoberta da pólvora, contudo, acredita-se que tenha sido descoberta pelos chineses por volta do Século IX. No Século X, os chineses já faziam uso da “pólvora negra” como fogos de artifício e em panaceias divinas para adorar e cultuar seus Deuses, chamando essa mistura proporcional dos componentes de “remédio de fogo” e na busca do “elixir da imortalidade”.

Pólvora. Foto: xpixel / Shutterstock.com

Mais tarde, de simples elemento de entretenimento, passou a ser utilizada como elemento bélico nas guerras e batalhas, após estudos e melhorias nas formulações primárias, a pólvora passou a ser utilizada como munição para o disparo de catapultas contendo bombas em direção aos inimigos, devido ao seu elevado poder exotérmico ao reagir, funcionando ao mesmo tempo como arma química, já que a pólvora inventada pelos Chineses tinha em sua composição traços de metais pesados (como Mercúrio e Arsênio).

Muito possivelmente sua descoberta (assim como a de tantas outras substâncias e misturas) se deu de forma acidental, e foi aprimorada com o passar dos anos e estudos e ensaios dedicados, aprimorando-se e adequando-se a proporção dos componentes.

Ao longo do tempo, a pólvora negra (mistura composta basicamente de enxofre, salitre e carvão) passou a ser efetivamente utilizada como propelente para impulsionar os projéteis em armas de batalha, sem que ocorresse a explosão da arma nas mãos do atirador, como ocorria nos Séculos XV a XVII, sendo utilizada para disparar canhões e mosquetes.

No Século XVIII, o francês Paul Vieille criou a Pólvora sem fumaça, formada de nitrocelulose e chamada de Poudre B, se apresentava na forma de grãos, e possuía maior potência de disparo.

Apesar de ser comumente conhecida como explosivo, esta definição está erroneamente disseminada, pois a pólvora não explode, e sim queima rapidamente (queimando com maior ou menor velocidade, de acordo com a granulação que possui). Se a pólvora explodisse, a pressão e exotermia gerada internamente dentro da arma seria tamanha, que a mesma não resistiria e então, iria danificar-se, e machucar o atirador.

A pólvora pode ser classificada em 3 tipos: Clássica ou Explosiva; Propelente ou Pólvora Negra.

  • Pólvora Clássica ou Explosiva: Conforme já mencionamos, é composta por uma proporção de 75% de composto Nitrogenado (Salitre), 15% de carvão e 10% de enxofre. Este tipo de pólvora possui alto rendimento exotérmico quando em combustão, queima em velocidade média a alta, e em casos de confinamento causa explosões. Amplamente utilizada na fabricação de fogos de artifício mais sofisticados.
  • Pólvora Propelente: É a pólvora que utilizamos nas munições. Possui queima média a baixa, com velocidade constante. É conhecida como “Pólvora sem fumaça”, produzida a partir da Nitrocelulose, Nitroglicerina ou Nitroguanidina.
  • Pólvora Negra: Possui queima lenta e produz muito resíduo e fumaça na sua combustão. Possui fabricação simples, e baixo custo de produção, sendo amplamente empregada na produção de fogos de artifícios mais simples, bombinhas e armas de chumbinho.

Referências:

https://historiadelasarmasdefuego.blogspot.com.br/2012/04/la-polvorasus-origenespolvora-negra.html

http://www.abq.org.br/cbq/2011/trabalhos/6/6-663-11238.htm

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