Determinação Experimental do Coeficiente de Solubilidade

Licenciatura Plena em Química (Universidade de Cruz Alta, 2004)
Mestrado em Química Inorgânica (Universidade Federal de Santa Maria, 2007)

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Também chamado de “coeficiente grau de solubilidade”, o coeficiente de solubilidade (CS) representa a quantidade necessária de uma substância para saturar uma quantidade padrão de um determinado solvente, em certas condições de temperatura e pressão. Ou seja, caso venhamos a nos referir à água como solvente, pode ser definido como a quantidade máxima de determinado soluto que poderá ser solubilizada em 100g de água em temperatura e pressão ambientes.

Laboratorialmente, o CS pode ser muito bem utilizado para fins didáticos e de pesquisa, pois não exige maiores instrumentações. O procedimento experimental descrito abaixo permite a visualização de como a temperatura influencia no CS de uma substância.

a) SOB REFRIGERAÇÃO:

  • 1. Determinar a massa de um vidro de relógio e anotar.
  • 2. Reservar uma porção de 1,2g de permanganato de potássio (KMnO4); para isso, utilizar o vidro de relógio cuja massa é conhecida para que possa aferir os resultados.
  • 3. Com auxílio da pipeta, colocar 12mL de água em um dos tubos de ensaio.
  • 4. Adicionar a este tubo o sal reservado, tomando cuidado para não desprezar resíduos que eventualmente possam ficar presos ao vidro de relógio. Para isso, usar o mínimo possível da água da pisseta para removê-los e despejá-los no tubo.
  • 5. Colocar água até a metade da capacidade de um béquer.
  • 6. Adicionar gelo a um copo de béquer e inserir nele um termômetro.
  • 7. Com o auxílio de uma pinça de madeira, deixar o tubo com a parte preenchida imersa na água gelada e aguardar.

b) SOB AQUECIMENTO:

  • 8. Determine a massa de outro vidro de relógio.
  • 9. Reservar uma porção de 2,4g de permanganato de potássio (KMnO4); para isso, usar o vidro de relógio cuja massa foi determinada a pouco para que possa aferir os resultados.
  • 10. Com auxílio da pipeta, colocar 12mL de água em um dos tubos de ensaio.
  • 11. Adicionar a este tubo o sal reservado, tomando cuidado para não desprezar resíduos que eventualmente possam ficar aderidos ao vidro de relógio.
  • 12. Colocar água até a metade da capacidade de um como de béquer.
  • 13. Inserir o termômetro dentro do béquer.
  • 14. Com auxílio da pinça de madeira, deixar o tubo com a parte preenchida imersa na água e coloque o sistema para aquecer no conjunto tripé, tela de amianto e bico de Bunsen. A água no interior do béquer pode chegar à ebulição.
  • 15. Após 5 minutos, observar os dois sistemas e concluir.

A partir desse experimento poderá então ser observado que o sistema sob refrigeração apresentará um precipitado, mesmo contendo a metade da massa do sistema (1,2g) ao deixado sob aquecimento (2,4g), que não mostrará nenhum corpo de fundo.

Referências:
MAHAN, Bruce M.; MYERS, Rollie J.; Química: um curso universitário, Ed. Edgard Blucher LTDA, São Paulo/SP – 2002.
FELTRE, Ricardo; Fundamentos da Química, vol. Único, Ed. Moderna, São Paulo/SP – 1990.
LUFTI, Mansur; Os Ferrados e os Cromados: produção social e apropriação privada do conhecimento químico, Ed. UNIJUI, Ijuí/RS – 1992.

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