Defesa civil

Defesa civil configura-se pela organização de medidas na direção de reduzir as consequências de acontecimentos desastrosos. É realizada pela própria comunidade, não-militar, no intuito de diminuir óbitos, danos materiais e visa o restabelecimento da paz social.

Em tempos de guerra, implementam-se defesas civis contra os ataques inimigos. Entre os deveres da defesa civil, destacam-se as medidas recuperativas, de assistência, socorro e de prevenção. De acordo com a nação ou o período, a defesa civil divide-se a partir dos seguintes termos: gestão de emergências, segurança civil e defesa passiva.

A Segunda Guerra Mundial foi um conflito em que a defesa civil dos países teve forte atuação. Isso decorreu das ameaças de ataque aéreo, que impeliram organizações sociais a planejarem ações de defesa civil. Essas atitudes tiveram por resultado a formação de sistemas de emergência como alertas de bomba e construção de abrigos antiaéreos improvisados em áreas subterrâneas da cidade, como metrôs e grandes espaços protegidos da esfera pública e privada.

Durante o segundo grande conflito global a Alemanha Nazista criou bunkers para a proteção de uma parcela especial da população. Estas construções demonstraram eficácia sob os ataques aéreos e salvaram muitas vidas. Em outro sentido, táticas utilizadas pela defesa civil na Segunda Guerra foram os apagões, eventos nos quais todas as luzes da cidade eram cortadas no intuito confundir os pilotos de forças inimigas, que normalmente se guiam pelo brilho das estruturas terrestres.

Na Inglaterra, eram organizadas brigadas para treinar os cidadãos a combaterem incêndios, resgatar vítimas, assim como prestar primeiros socorros. O governo inglês distribuía também máscaras de gás para a população.

Após a Segunda Guerra Mundial, no período conhecido como Guerra Fria, a defesa dos países voltou-se para o investimento pesado em armas nucleares. Com isso, as táticas de defesa civil também sofreram alterações. Se anteriormente os abrigos anti-bombas, como os bunkers da Alemanha, eram locais de grande eficácia na proteção, as bombas atômicas fizeram necessária uma política de demarcação e localização de áreas capazes de oferecer o melhor abrigo geográfico possível.

Neste mesmo sentido, poderia haver por precaução a evacuação de regiões urbanas quando um ataque desse porte fosse detectado. A União Soviética, no período de grande tensão com o Estados Unidos entre as décadas de 60 e 80, realizou um amplo programa de defesa civil por meio de exercícios de treinamento público, redes de informação, periodicidade de alertas, entre outros exercícios de contenção.

Ao começo do século XXI, com as intromissões bélicas capitaneadas pelos Estados Unidos na direção dos países do mundo árabe, os diversos conflitos ocorridos geraram tanto medo e apreensão quanto nas épocas anteriores. Em países atingidos, como Afeganistão e Iraque, os civis mantinham-se em estado de alerta contra bombas e ataques aéreos repentinos. Cidadãos organizaram-se através de redes de informações no sentido de salvaguardar o maior número de vidas contra as ações do exército estadunidense.

Um amplo espectro de medidas pode ser tomado pela defesa civil também em tempos de paz, geralmente realizadas para zelar por um estado de bem-estar social e a manutenção da ordem.

A criação de sistemas de comunicações integrados e a formação de brigadistas para áreas estratégicas como as de grande aglomeração são ferramentas eficazes deste tipo de defesa. Fora isso, deve-se prezar pelo monitoramento via satélite, vigilância através de estudos sobre os níveis de radiação em escala global, prevenção de incêndios, ampliação da resistência das estruturas urbanas utilizadas pela população, investimento na infraestrutura de saúde, construção de abrigos comunitários e áreas que possam servir como corta-fogo em situações de conflito. Voluntários que desejam fazer parte da defesa civil normalmente cadastram-se nos órgãos competentes de suas comunidades e formam uma espécie de reserva de defesa para atuar em situações de emergência. São considerados importantes agentes de contenção de danos e de proteção de vidas.

Logotipo da Defesa Civil utilizado pelas unidades estaduais.

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