Por Thais Pacievitch
Anfíbio Anuro da família Ranidae, a é encontrada por todo o mundo, a exceção da região polar e dos desertos mais áridos. Em regiões tropicais encontram-se as mais variadas espécies. Vivem alternadamente em terra e na água, por isso preferem áreas úmidas, preferencialmente próximas a lagos, banhados, riachos, etc. A maior parte das espécies de rãs, diferente de sapos e pererecas, tem hábitos predominantemente aquáticos.

Foto: Willem-Jan Emsens

Rana palmites. Foto: Willem-Jan Emsens

A pele das rãs é macia e lisa, diferente da pele dos sapos, que é seca e parece áspera. As rãs respiram principalmente pela pele, embora depois de adultas contem também com pulmões. Seus olhos possuem membrana nictante (terceira pálpebra) e são saltados, o que possibilita que vejam em quase todas as direções. Devido à largura de suas patas traseiras, são excelentes saltadoras, assim como são excelentes nadadoras. A língua das rãs é pegajosa, o que facilita o anfíbio na captura de suas presas.

Geralmente, as rãs são carnívoras, alimentando-se dos mais variados insetos, de vermes, caramujos, lesmas e de pequenos animais. Seus principais predadores são aves, cobras e peixes carnívoros, sobretudo na fase larval. Somente algumas espécies de rãs possuem glândulas paratóides produtoras de veneno, como mecanismo de proteção. A carne de rã é muito apreciada pelo homem, no entanto, geralmente é proveniente de criação de rãs (ranicultura).

As rãs emitem sons variados, seja para demarcar seu território, seja para atrair as fêmeas. Rãs são ovíparas, ou seja, nascem de ovos. Na época da reprodução, machos e fêmeas encontram-se para o acasalamento, que dura aproximadamente 24 horas. Já na água, a fêmea põe entre 2000 e 3000 ovos. Em seguida, os ovos são cobertos pelo esperma do macho e por uma massa gelatinosa e/ou espumosa que protege os ovos. Dos ovos nascem os girinos, que permanecem na água, pois não tem patas e possuem cauda. Na fase larval a respiração ocorre por guelras, como os peixes. Os girinos tornam-se rãs quando, além de desenvolverem as patas e “perderem” a cauda, passam a ter respiração cutânea e pulmonar. Ou seja, as rãs passam por uma metamorfose completa: fase de ovo, larval e adulta. Essa transformação dura, em média, 11 semanas.

A ranicultura ainda não é totalmente explorada. Segundo o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas - Sebrae (2010), “o mercado potencial é de cerca de três vezes superior à oferta”, ou seja, o mercado está em franca expansão. Das várias espécies de rãs, a mais propícia para a criação em cativeiro é a Rã-Touro Gigante, devido as suas características zootécnicas como precocidade, prolificidade e rusticidade (SEBRAE, 2010).

Referências
PERERECAS, SAPOS E RÃS. Disponível em: http://www.saudeanimal.com.br/sapos.htm Acesso em 28 dez. 2010.

ANFIBIOS E ANUROS. Disponível em: http://saposaliente.com.sapo.pt/anfibio.htm Acesso em 28 dez. 2010.

SEBRAE. Criação de rãs. Disponível em: http://www.sebrae-sc.com.br/ideais/default.asp?vcdtexto=2624; Acesso em 28 dez. 2010.

http://www.naturalia.org/ZOO/ANFIBI/e_40.html

Foto: http://calphotos.berkeley.edu/cgi/img_query?enlarge=0000+0000+0610+0211