Ruminantes

Por Débora Carvalho Meldau
Os ruminantes são uma subordem de mamíferos antiodátilos, a subordem Ruminantia. São mamíferos herbívoros que possuem vários compartimentos gástricos (poligástricos), sendo estes o rúmen, o retículo, o omaso e o abomaso, também conhecidos como pança, barrete, folhoso e coagulador respectivamente. Os três primeiros compartimentos são chamados de pré-estômago, pois neles não ocorre digestão química, apenas mecânica, já o abomaso é conhecido como estômago verdadeiro, pois é o único compartimento que possui enzimas utilizadas no processo de digestão química.

Ilustração: By Pearson Scott Foresman [Public domain], via Wikimedia Commons. [traduzida]

Sistema digestivo de ruminantes. Ilustração: By Pearson Scott Foresman [Public domain], via Wikimedia Commons. [traduzida]

Os animais que fazem parte deste grupo são os bovinos, ovinos, caprinos, bubalinos, girafas, veados e muitas vezes, até os camelos e as lhamas, por possuírem um complexo estômago, com três ou quatro compartimentos. Estes dois últimos são exceções, pois não fazem parte desta subordem.

O termo ruminante esta relacionado com o hábito de ruminar destes animais, ou seja, depois que ingerem os alimentos, este é regurgitado para a boca, onde é novamente mastigado (ruminado) e deglutido.

Os ruminantes fazem a apreensão dos alimentos com o auxilio da língua. Em seguida é feita a deglutição deste alimento, após um breve período de mastigação, chegam ao primeiro compartimento, o rúmen ou pança. Este é o maior de todos os compartimentos, ocupando a maior parte da metade esquerda da cavidade abdominal e, é onde há uma flora microbiana que realiza a quebra da celulose. Em seguida, o alimento passa para o segundo compartimento (o menor de todos), o retículo ou barrete, que possui uma mucosa semelhante a um favo de mel, e nele, ocorre à formação de pequenos bolos de comida que retornam para a cavidade oral do animal para ser ruminado (mastigado) e, novamente deglutido.

Ao retornar para o estômago, o alimento dirige-se para o omaso ou folhoso, que possui uma parede muscular muito forte e uma mucosa laminada, para que ocorra a reabsorção da água presente no bolo alimentar. Em seguida, este bolo cai no compartimento chamado de estômago verdadeiro, o abomaso ou coagulador. Este compartimento é um saco alongado, estruturalmente e funcionalmente comparável ao estômago de animais não-ruminantes, e é nele que o bolo alimentar irá ser digerido pelas enzimas presentes neste compartimento, que são produzidas por glândulas existentes na parede do abomaso. Deste modo, o bolo passa para o intestino delgado dos ruminantes, sofrendo a ação de outras enzimas do trato digestivo.

Nos recém-nascidos, este processo de digestão possui algumas diferenças. O rúmen e o retículo comunicam-se através da goteira esofágica. Quando o animal é adulto, esta goteira está aberta, sendo assim, ocorre à passagem do alimento por todos os compartimentos do estômago. Já nos filhotes, o movimento de sucção do leite faz com que a goteira esofágica se dobre, fazendo com que o leite passe diretamente para o abomaso, sendo assim, este sofrerá a ação apenas das enzimas secretadas no abomaso.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Abomaso
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ruminantes
http://www.rehagro.com.br/siterehagro/publicacao.do?cdnoticia=460
Anatomia dos Animais Domésticos – Sisson e Grossman. Editora Guanabara Koogan, 5° ed., vol. 1.
Ilustração: Pearson Scott Foresman [Public domain], via Wikimedia Commons. [traduzida]