Stonehenge

Situada a 130 quilômetros oeste de Londres está a enigmática Stonehenge. Considerada como um dos mais belos monumentos megalíticos existentes, é composta por um complexo de enormes pedras eretas de doleriza azulada e arenito, formando dois anéis concêntricos que circundam dois blocos rochosos em forma de ferradura, encaixados um no outro. Pelas marcas existentes no chão, calcula-se que metade das pedras foi retirada posteriormente à sua criação. Ao seu redor, existem vários blocos isolados que receberam os nomes de “Pedra do Sacrifício”, ”Pedra do Altar” e “Pedra do Calcanhar”. Em sua forma primitiva, o círculo possuía 30 blocos verticais, sobre os quais havia 30 blocos horizontais, formando um círculo de 30 metros de diâmetro e 5 metros de altura. Os cinco portais que formavam a ferradura externa atingiam 9 metros de altura e acredita-se que se tratava de um templo.

Stonehenge. Foto: Walencienne / Shutterstock.com

Stonehenge. Foto: Walencienne / Shutterstock.com

Não se sabe como os nossos ancestrais conseguiram erguer pedras que pesam até 12 toneladas e ainda encaixá-las perfeitamente sobre os blocos verticais.

A grafia Stonehenge, dependendo do lugar, pode ser escrita de várias formas (Stanhengues, Stanenges, Stanheng, Stanhengue e Stanhenges) e significa “pedras suspensas”.

Duzentos quilômetros do local onde está o monumento, numa pedreira galesa foram retirados aproximadamente 80 blocos de dolerita e à cerca de 30 quilômetros, na Chapada de Marlborough, foram retiradas as pedras de arenito. Como na época, ainda não existiam veículos com rodas, não se sabe como foram transportadas até Stonehenge.

Estudiosos calculam que pelas diferenças dos métodos utilizados na construção do monumento, tenha sido concluído em quatro estágios de 3100 a.C. a 1100 a.C. e que após um tempo foi abandonado e caiu no esquecimento. Somente no ano 1.130 d.C. o clérigo Henry Huntingdon mencionou a existência mística de “Stanenges” desencadeando inúmeras especulações, chamando novamente à sua atenção, gerando através de suas especulações, uma lenda de que certa vez o Mago Merlin contou que naquelas pedras existiam mistério e força curativa contra muitos males; que uma raça irlandesa e desaparecida de gigantes havia transportado as pedras mágicas da África para a Irlanda e a água derramada sobre as pedras adquiria propriedades curativas com a qual os gigantes preparavam remédios de ervas misturados à água mágica para seus curativos. Segundo a lenda, o templo havia sido erguido em memória dos combatentes de Ambrósios que morreram durante a guerra contra os Britânicos.

Stoneheng motivou várias hipóteses no decorrer dos anos, discussões sobre fábulas e crendices que associavam a disposição das pedras e a possibilidade dos construtores de Stonehenge ter sido os Druídas, mas a suposição gerou controvérsias devido aos métodos e sacrifícios primitivos que eles possuíam, descartando a possibilidade de algum tipo de sensibilidade para construção de tal maravilha.

No século XIX, com o apoio às pesquisas do Barão Sir Richard Colt Hoare, pesquisadores iniciaram escavações em sepulturas próximas à Stonehenge e descobriram que tanto os túmulos quanto o monumento, haviam sido erguidos antes da invasão da Inglaterra pelos romanos.

Muito tempo depois em 1963, após centenas de controvérsias entre pesquisadores e cientistas, Gerald S. Hawkins, professor inglês da universidade de Boston, munido de computadores, analisou os corpos celestes em relação à posição das pedras encontrando uma correlação perfeita com as posições sazonais extremas do nascimento e do poente, tanto do sol quanto da lua, assemelhados aos métodos utilizados nas construções piramidais.

Em 1973 o engenheiro escocês Alexander Thorm, professor da universidade de Oxford, descobriu que existiam diversos pares de construções à distância de quilômetros, que podiam ser alinhadas como duas miras de um rifle, de modo a possibilitar importantes observações astronômicas, concluindo que Stonehenge, deve ter sido construído para este fim. Após analisar todas as medidas, anunciou que os primitivos construtores possuíam vastos conhecimentos de geometria e astronomia e que suas construções utilizavam seis formas de proporções regulares, princípios geométricos que só seriam ensinados pelo matemático grego Pitágoras vários séculos depois.

As associações de Thorm levantaram novas hipóteses atraindo mais suposições. Notícias do aparecimento de possíveis OVNIs desde 1954 próximos aos monumentos megalíticos atraíram a atenção de outros pesquisadores que crêem na construção de Stonehenge para servir de marcações terrestres locais de aterrissagem para visitantes do espaço.

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