| Por Lindomar da Silva Araujo |
O drama litúrgico foi o marco do teatro na Idade Média, período que a igreja não aceitava em suas propriedades, as artes de caráter profano. Este drama medieval era apresentado como parte dos serviços religiosos para divulgar a moralidade e os mistérios da religião dominante. Mas na Idade Média os menestréis também desenvolveram sua arte de múltiplas habilidades, onde a ação dramática era parte integrante dos espetáculos de rua.
Com as novas descobertas, no Renascimento, o homem passa ser o centro de todas as coisas, e a monarquia começa a exigir um teatro que venha enaltecer a nobreza. Então surge o drama histórico, que pretende colocar em cena os heróis segundo as encomendas dos monarcas e da nobreza, com destaque àqueles bem sucedidos em guerras e batalhas. A exemplo deste drama temos “Ricardo III” e “Henrique V”, obras de Shakespeare.
Na França do Séc. XVIII surgiu um novo gênero de teatro, o drama burguês, no qual se pretendia unir as linguagens próprias da tragédia e da comédia. A proposta mais conhecida nas teorias do teatro é a de Denis Diderot, que em seus discursos sobre o teatro daquele momento, dizia que seria necessária a produção de uma estética que expressasse a realidade contemporânea da época, a criação de personagens que produzissem um elo de identificação com o cidadão comum, para que desta forma a ação dramática fosse interessante para este espectador. Seu sonho seria colocar o drama burguês no lugar da tragédia resgatada no Renascimento. Do drama burguês surge o melodrama, que inicialmente buscava expressar elementos da tragédia, inserindo música e a própria ação dramática, muito similar a ópera por possuir esses elementos. O melodrama caracteriza-se pelo forte apelo emocional, e entra o Séc. XX, com maior ênfase no sofrimento, sentimentalismo e tudo que possibilita impressionar e comover o espectador. Hoje ainda é forte o uso do melodrama no palco e nas diferentes mídias de entretenimento.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
COLL, César, TEBEROSKY, Ana. Aprendendo Arte. São Paulo: Ática, 2000.
ROUBINE, Jean-Jacques. Introdução às grandes teorias do teatro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.
VASCONCELOS, Luiz Paulo da Silva. Dicionário de teatro. Porto Alegre: L&PM, 2001.
| Data de publicação: Categorias: Artes |
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