| Por Professor Lindomar |
É importante saber que em 395 d.C., Teodósio, Imperador de Roma, dividiu seu império entre seus filhos Honório e Arcárdio. Roma tornou-se capital do Império Ocidental, que ficou com Honório, e o Império Romano Oriental ficou com Arcádio, cuja capital passou a ser Constantinopla, antiga Bizâncio e atual Istambul. A arte bizantina se desenvolveu no Império Romano Oriental, e com ela a força da produção de mosaicos.
Quando o Cristianismo passa a ser oficialmente a religião do Império Romano, a arte que vinha sendo produzida, desde que os cristãos eram intolerados e perseguidos pelos romanos, uma arte de pinturas em paredes e tetos das catacumbas, os novos mausoléus e templos passam a ser decorados por mosaicos, abordando os temas de histórias do Antigo e Novo Testamento. Neste período a técnica se desenvolve, os artistas se tornam mais hábeis, e a qualidade das obras aumentam devido o desenvolvimento da técnica, sendo a expressão máxima na arte bizantina do período românico. Os sarcófagos decorados pelos fiéis chegavam a sofisticação de possuírem relevos em seus mosaicos.
Com a revolução industrial, o aperfeiçoamento das técnicas da arquitetura e a arte sendo incorporada aos produtos industrializados oferecidos ao mercado em expansão, o mosaico passa a ser produzido em lajotas ou pequenos quadrados de cerâmica, que ao se unir formavam imagens decorativas surpreendentes em painéis coloridos. No final do século XIX e início do século XX, o arquiteto da catalão Antoni Gaudí (1852-1926), desenvolveu uma estética própria na sua arte. Gaudí utilizava recursos do mosaico em sua arquitetura, integrando a obra à natureza de forma harmoniosa. Ele rompeu com a forma plana nos edifícios e também passou a explorar as superfícies produzidas pela própria natureza utilizando a arte do mosaico. O Parque Güell, a Casa Milá e a Casa Batló, na Espanha, são exemplos fabulosos da multiplicidade de técnicas, incluindo o mosaico.
Nos anos cinqüenta e sessenta do século XX, a moda era a utilização de pastilhas de azulejos nos pisos e paredes das construções, e na década de noventa a utilização do vidrotil na arte do mosaico. Nos dias de hoje, o mosaico ressurgiu, despertando grande interesse, sendo cada vez mais utilizado, artisticamente, na decoração de ambientes interiores e exteriores.
Fontes
CALABRIA, Carla Paula Brondi, MARTINS, Raquel Valle. Arte, História e Produção, 2, Arte Ocidental. São Paulo: FTD, 1997.
COLL, César, TEBEROSKY, Ana. Aprendendo Arte. São Paulo: Ática, 2000.
| Data de publicação: Categorias: Artes |
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