Gonçalves de Magalhães

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Por Paula Perin dos Santos
Conhecido também como Visconde de Araguaia, Domingos José Gonçalves de Magalhães nasceu no Rio de Janeiro no dia 13 de agosto de 1811. Tornou-se importante na literatura brasileira por ter publicado “Suspiros poéticos e saudades” (1837), marcando assim o início romantismo brasileiro.

Formou-se em Medicina, e exerceu alguns cargos públicos no Rio Grande do Sul e no Maranhão, mas não seguiu a profissão, preferindo ingressar na carreira diplomática. Ocupou vários cargos na Europa, inclusive o de cônsul brasileiro em Viena, na Áustria. Servindo em Paris, em 1833, e tendo contato com as idéias ali emergentes, lançou a revista literária “Niterói”, juntamente com Araújo Porto Alegre e Torres Homem, onde publicou um manifesto do romantismo, o “Discurso sobre a História da Literatura no Brasil”, e outros artigos importantes para a definição do movimento Romântico no Brasil.

No mesmo ano em que publicou sua obra-prima, Gonçalves de Magalhães retornou ao Brasil, passando a lecionar filosofia no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. Depois disto, o poeta dedicou-se ao gênero dramático, escrevendo algumas peças, como “Antônio José” ou “O Poeta e a Inquisição” (1838), tragédia em três atos sobre a vida e a morte na fogueira deste desventurado dramaturgo brasileiro e “Olgiato” (1839).

Uma obra que despertou grande polêmica entre os críticos liderados por José de Alencar foi a “Confederação dos Tamoios”, poema épico que marcou o retorno ao classicismo. Essa obra foi severamente criticada, pois ela não representava os ideais do romantismo. Publicou ainda “Os Mistérios” (1858), “Ucrânia” (1862) e “Cânticos Fúnebres” (1864). Depois disto, o poeta dedicou-se quase exclusivamente ao ensaio e a filosofia, tendo publicado “Opúsculos Históricos e Literários” (1865), “A Alma e o Cérebro” (1876) e “Comentários e Pensamentos” (1880).

Gonçalves de Magalhães faleceu em Roma, em 10 de Julho de 1882, como ministro plenipotenciário do Brasil junto à Santa Sé.

Fontes
Nova Enciclopédia Barsa. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações, 1999, p. 157.