Tomé de Sousa

Por Ana Paula de Araújo
Primeiro governador-geral do Brasil, nomeado após o fracasso do Sistema de Capitanias Hereditárias, o fidalgo Tomé de Sousa nasceu na cidade de Rates, em Portugal, em 1515, e aí faleceu no ano de 1579.

Com a função de governador-geral, Tomé de Sousa traz ao Brasil a nova administração implantada pela Metrópole, com o provedor e ouvidor-mor para facilitar a organização e aumentar a lucratividade da Colônia.

Ele vinha com uma séria de obrigações: capitão das terras da baía de Todos os Santos, governador-geral da capitania da Bahia e primeiro governador-geral de todas as capitanias e terras do Brasil.

Portugal decidiu concentrar o exercício do poder sobre o território em uma nova cidade. A instituição do governo-geral, em 1548, é considerada uma evolução do Estado monárquico em Portugal, cada vez mais centralizador, mas também uma medida que solucionaria os problemas encontrados.

Em 1549, funda, em Salvador, a primeira capital do Brasil, construindo nela fortificações para que a tornasse protegida contra ataques inimigos, além da residência do Governador, a Casa da Câmara, a Igreja Matriz, o Colégio dos Jesuítas e, com o passar do tempo, outras construções.

Para cumprir sua missão, o primeiro governador-geral do Brasil veio preparado. Sua armada reunia três naus (Salvador, Conceição e Ajuda), duas caravelas (Leoa e Rainha), um bergantim (São Roque) e duas outras naus de comércio, que deveriam voltar cheias de pau-brasil. Embarcadas, estima-se de 500 a mil pessoas, entre 130 soldados, 90 marinheiros, 70 profissionais (carpinteiros, ferreiros, serradores etc.), funcionários públicos, jesuítas comandados por Manuel da Nóbrega, 500 degredados e outros peões para o trabalho pesado.

Tomé de Sousa criou, no Brasil, as câmaras municipais, promoveu o início de vários engenhos na Colônia, faz melhorias nas fortificações que já existiam no litoral brasileiro, distribui terras, aperfeiçoa o comércio com os índios, incentivou a agricultura e a pecuária e organizou expedições que saíam à procura de metais preciosos, conhecidas como entradas.

Criou, também, o primeiro bispado, tendo como bispo dom Pero Fernandes Sardinha.

Foi substituído em 1553 por Duarte da Costa.

Fonte:
http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u375.jhtm