Aracnídeos

Os aracnídeos (classe Arachnida) fazem parte do filo dos artrópodes, pois tem os apêndices articulados, o corpo metamerizado e exoesqueleto de quitina. Essa classe inclui os conhecidos ácaros, aranhas e escorpiões. Eles vivem em ambientes quentes, úmidos e sombreados como dentro de troncos, travesseiros, embaixo de pedras.

Aranha. Foto: Vitalii Hulai / Shutterstock.com

Aranha. Foto: Vitalii Hulai / Shutterstock.com

Anatomia

Seus corpos são divididos em cefalotórax (prossoma) e abdômen (opistossoma). No prossoma ficam as quelíceras, pedipalpos e 4 pares de patas. Os pedipalpos são apêndices parecidos com as patas usados para segurar as presas também para o parceiro no momento da cópula; as quelíceras são apêndices com função de injetar veneno (se animal venenoso), manipular o alimento e carregar os ovos. O opistossoma pode ser segmentado e ter alguns apêndices específicos para a função de cada indivíduo, como a fiandeira em aranhas que formam teias.

Sistema digestivo

A digestão é extracelular, ou seja, enzimas são liberadas para que a presa seja digerida parcialmente fora do corpo do predador. Quando o alimento está liquefeito é engolido passando pelo sistema digestivo completo para que ocorra a digestão intracelular. A excreção é feita pelos túbulos de Malpighi em aracnídeos pequenos e pelas glândulas coxais em aracnídeos maiores. As glândulas coxais estão localizadas no cefalotórax com as aberturas nas bases das patas.

Respiração

A troca gasosa é feita por pulmão foliáceo em escorpiões e algumas aranhas. Esta estrutura é formada por diversos filamentos paralelos que capturam oxigênio. A troca gasosa também pode ser feita por traqueias em opiliões, ácaros e algumas aranhas. A circulação de todos é aberta, ou seja, sai dos vasos para a cavidade corporal e o coração é localizado dorsalmente.

Escorpião da espécie Pandinus imperator. Foto: Aleksey Stemmer / Shutterstock.com

Escorpião da espécie Pandinus imperator. Foto: Aleksey Stemmer / Shutterstock.com

Sistema nervoso

O sistema nervoso é formado por um gânglio cerebral central fundidos no prossoma. Os nervos seguem para o opistossoma pelo cordão nervoso ventral e vão se ramificando ao longo do corpo. Os animais são dotados de cerdas presente em todo corpo que servem para quimiorrecepção. Alguns animais possuem mais de dois olhos que servem para percepção de luz ou até mesmo olhos compostos.

Reprodução

Eles são dioicos (indivíduos com órgãos reprodutores femininos separadamente de indivíduos com órgãos reprodutores masculinos). Algumas adaptações para a vida em ambiente terrestre foram desenvolvidas para o sucesso desses animais. Por exemplo, proteção dos embriões contra ressecamento, adaptações para transferência de espermatozoide usando os pedipalpos e até mesmo as quelíceras. As espécies da ordem dos ácaros e alguns opiliões possuem órgão para introdução do espermatozoide na fêmea. Certas espécies, como a da viúva negra, desenvolveram comportamentos para sucesso reprodutivo, como as fêmeas matarem os machos após a cópula.

Classificação

Os aracnídeos são divididos em quatro principais ordens. A ordem Acari tem animais parasitas e inclui os ácaros, os carrapatos e os micuins que podem transmitir doenças como febre maculosa. A ordem Araneae compreende todas as aranhas que tem os dutos de veneno desembocando nas quelíceras e dois pares de olhos. Na ordem Opiliones estão os opiliões que tem pernas maiores que o corpo. Os escorpiões estão na ordem Scorpiones. Estes têm o cefalotórax e abdômen fundidos, olhos medianos ou laterais e o último segmento é chamado de agulhão, pois é onde se encontra a glândula de veneno e é modificado para inoculação de veneno, além de terem os pedipalpos muito desenvolvidos e modificados em garras.

Uma outra ordem não muito conhecida é a Pseudoscorpiones. A curiosidade sobre esta ordem se encontra no fato dos animais lembrarem visualmente os escorpiões verdadeiros pois tem os pedipalpos também bem desenvolvidos e modificados em garras, mas o prossoma e o opistossoma não são fundidos, sendo a separação só vista ventralmente e o último segmento não é modificado para a inoculação de veneno.

Referencias bibliográficas:

Brusca e Brusca – 2003 – segunda edição – pág. 680 a 727

Hickman et al. Páginas 407 a 414 - Princípios integrados de zoologia. 14ª edição

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