Fermentação

Por Leopoldo Toffoli
Os seres vivos precisam, para sobreviverem, de alguns elementos, como água, proteinas, vitaminas, sais minerais, carboidratos, etc.; os alimentos vão dar aos organismos energia para que as células façam as suas atividades vitais.

As plantas podem produzir sua própria energia através da fotossíntese; as algas também realizam a fotossíntese, são tidas como o pulmão do mundo por liberarem na natureza mais oxigênio que a região Amazônica, vez que necessitam bem pouco oxigênio para a respiração.

E nessa luta para sobrevivência, os organismos retiram energia das mais diversas moléculas orgânicas, como os açucares, os aminoácidos, os ácidos gordos, etc., sendo que, tanto na fermentação como na respiração, a mais frequente é a glicose.

Fermentação vem a ser um processo utilizado pelas bactérias para obter energia, não utiliza oxigênio e decorre no citoplasma das células, sendo que cada etapa é catalisada com a ajuda de diferentes enzimas.

Algumas indústrias se utilizam desse processo na produção de alguns produtos, conhecidos de todos nós, como por exemplo:

1. iogurte é produzido pela famosa fermentação lática, onde as bactérias, denominadas de lactobacilos, produzem ácido lático;

2. pão e cerveja são produzidos pela fermentação alcóolica, onde a fermentação é realizada por fungos (anaeróbicos facultativos), que produzem no final álcool;

3. vinagre à produzido pela fermentação acética, que consiste numa reação química, onde ocorre a oxidação parcial do álcool etílico, obtendo o ácido acético. As bactérias que realizam esse processo são as acetobactérias; etc.

Podemos visualizar duas etapas marcantes nas reações que ocorrem na fermentação:

1. glicólise à consiste na fosforilação, a glicose é ativada, transformando ATP em ADP. A glicose se transforma em frutose 1,6-difosfato, que é um produto altamente instável, que se quebra em duas moléculas de gliceraldeído, que vai se transformar em ácido pirúvico.

2. redução do ácido pirúvico à a redução ocorre pelo hidrogênio que é liberado pelo NADH2 produzido na glicólise que, dependendo do tipo de organismo fermentativo, vai dar origem a um composto diferente, podendo seu o ácido acético, o ácido láctico, o álcool etílico e o dióxido de carbono.

O rendimento energético líquido desse tipo de reações é tido como pequeno, pois apenas 4% da energia contida na molécula de glicose é disponibilizada para o organismo, ou seja, para cada molécula de glicose obtêm-se duas moléculas de ATP.