Reino Protista

O Reino Protista inclui os protozoários, propriamente ditos, e algumas algas. Protozoários são, em sua grande maioria, microscópicos seres eucariontes (possuem carioteca) e heterotróficos que vivem em ambientes aquáticos e úmidos. Eles podem viver sozinhos ou formar colônias tendo nestes uma diferenciação das células especializadas de reprodução.

Digestão

Paramecium aurelia. Reino Protista. Foto: Wikimedia Commons / CC-BY-SA 3.0

Paramecium aurelia. Reino Protista. Foto: Wikimedia Commons / CC-BY-SA 3.0

A digestão desses seres é intracelular. Eles lançam pseudópodes (projeção da membrana celular) para englobar o alimento. Dentro dessa bolsa, fagossomo, onde fica o alimento são lançadas enzimas para digestão. Quando o fagossomo está com enzimas passa a ser chamado de fagolisossomo, lançando o que não foi digerido para fora da célula. Além do vacúolo (bolsa) para digestão, os protozoários também têm um vacúolo que regula a entrada e saída de água (vacúolo contrátil), uma vez que eles não têm proteção física contra perda de água. Esse controle é chamado de osmorregulação.

Reprodução

Eles se reproduzem de forma assexuada pelo processo chamado de bipartição (cissiparidade ou divisão binária), quando um indivíduo se divide em dois. Há também os que se reproduzem sexuadamente. Nesse caso os indivíduos ficam lado a lado para trocar o material genético, guardam e depois de se separarem, se dividem formando novos indivíduos.

Classificação

Os protozoários são classificados conforme o movimento usado para a locomoção. Os Sarcodina se locomovem por pseudópodes, os Mastigophora por flagelos (filamentos longos), os Ciliophora por cílios (filamentos curtos) e Sporozoa que não tem nenhuma estrutura para se locomover.

Doenças

Esses seres são responsáveis por diversas doenças nos seres humanos, como por exemplo, a doença de Chagas (causada pelo Trypanosoma cruzi e transmitida pelo inseto barbeiro), a leishmaniose (causada pelo Leishmania brasiliensis e transmitida pelo mosquito palha), a malária (causada pelo Plasmodium sp. e transmitida pelo mosquito Anopheles).

Algas

Dentro dos protistas classificados como algas estão seres que formaram endossimbiose. Este processo ocorre quando um ser engloba outro e este passa a viver lá dentro em uma relação na qual os dois seres saem ganhando. As algas desse reino são seres uni e pluricelulares que vivem em ambientes aquáticos e fazem fotossíntese e por causa da endossimbiose podem ter os mais diversos tipos de clorofila.

Elas formam seis filos: Dinophyta, Euglenophyta, Haptophyta, Rysophyta, Rhodophyta e Chlorophyta. Alguns impactam mais o homem do que outros.

Dinoflagelados

O primeiro deles, os dinoflagelados, tem dois flagelos e abaixo da membrana plasmática contém placas duras de celulose, e o número e a forma como elas estão os identifica. Em condições ambientais desfavoráveis eles podem formar cistos para que resistam e possam ir para outros ambientes e ás vezes formam a conhecida maré vermelha.

Dinoflagelado visto por microscópio eletrônico. Foto: Nicola Angeli/ MUSE / via Wikimedia Commons / CC-BY-SA 3.0

Dinoflagelado visto por microscópio eletrônico. Foto: Nicola Angeli / MUSE / via Wikimedia Commons / CC-BY-SA 3.0

Euglenófitas

As euglenófitas são algas que em sua maioria são heterotróficas, tem dois flagelos, sendo que um deles é menor que o outro. Apresentam uma estrutura que reconhece a presença de luz chamada mancha ocelar. No Japão essas algas se proliferam rapidamente de uma só vez, o que traz sérios problemas ambientais e econômicos.

Haptophyta

O filo Haptophyta contém algas unicelulares, flagelados ou não, que podem formar colônias. Essas algas têm haptonema que tem função sensorial e escamas calcificadas (cocólitos) que são conservadas e ajudam na identificação paleontológica. Além disso, elas podem formar as chuvas ácidas, pois são capazes de produzir ácido sulfúrico.

Referências bibliográficas:

http://www.zoo1.ufba.br/protozgeral.htm?CFID=21470099&CFTOKEN=bb55caffa788008-719E379D-1517-53C4-35C268C3DF8195D9

http://www.criptogamas.ib.ufu.br/node/11

http://www.rc.unesp.br/ib/ceis/mundoleveduras/2010/endosimbiose.pdf

Noções de Taxonomia e Classificação – Introdução à Zoologia – Araújo e Bossolan – 2006 – pag7 a 21

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